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Angola concede mais de 20 milhões de dólares à Guiné-Bissau

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Angola aprovou um programa de assistência à Guiné-Bissau. Reuters

A CEDEAO tinha solicitado 70 milhões de euros para a reforma dos sectores da defesa e segurança da Guiné-Bissau, dos quais 45 milhões seriam dedicados à aposentação e reinserção de 1500 soldados, a serem desmobilizados no quadro da reforma.


O Conselho de Ministros angolano, dirigido pelo presidente José Eduardo dos Santos, aprovou na passada segunda-feira um programa de assistência à Guiné-Bissau, orçado em mais de 20 milhões de dólares, destinados, entre outros, à cobertura do défice do Orçamento Geral do Estado.
Ajudar a equilibrar da balança de pagamentos, dar assistência técnica nos domínios da defesa e segurança, financiar a actividade empresarial para revitalizar a economia guineense, serão alguns dos aspectos contemplados por esta ajuda.

Avelino Miguel, correspondente da RFI em Luanda 24/11/2010 Ouvir

Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, afirmou em Lisboa no quadro da cimeira da NATO, que as Nações Unidas teriam de "fazer mais" para estabilizar a situação política, e mobilizar recursos econômicos e sociais para a Guiné-Bissau.

Segundo agência chinesa de notícias Xinhua, o Conselho de Segurança da ONU manifestou ontem (23/11/2010) grande preocupação em relação à situação de grande instabilidade na Guiné-Bissau.
O Conselho de Segurança mostrou-se igualmente preocupado com o aumento do tráfico de droga e do crime organizado, que afecta a segurança e a estabilidade regional e internacional.
A “fragilidade política” no país, complica o reforço da paz, a estabilidade e a implementação da legislação, pelo que os membros do Conselho de Segurança pediram ao governo e às autoridades guineenses, que continuem empenhadas na resolução pacífica desses problemas, privilegiando o diálogo conciliatório político, para reforçar a paz e a estabilidade interna.

O chefe da Missão da União Africana na Guiné-Bissau, o diplomata angolano Sebastião as Silva Isata, encontra-se em Abuja, na Nigéria, onde participa a partir de hoje e até domingo, no Conselho de Mediação da CEDEAO que se vai debruçar sobre a reforma do sistema de defesa e segurança na Guiné-Bissau.
Neste quadro, vai ser examinado o plano estratégico da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental sobre a estabilização na Guiné-Bissau, bem como apreciadas as recomendações saídas de um encontro precedente realizado também em Abuja esta semana, entre as chefias militares e dos Serviços Secretos da região, na presença de representantes da CPLP.