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África Angola Detenção Protestos UNITA

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Dirigente da UNITA em greve de fome

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Bandeira de Angola

O secretário-geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa está, desde segunda-feira, em greve de fome para obter a libertação de um correligionário seu, que foi detido por içar uma bandeira do partido à revelia de uma autoridade local.


 

A detenção do militante da UNITA, o maior partido de posição em Angola, aconteceu depois deste  ter colocado contra a vontade  da autoridade local tradicional, a bandeira partidária numa aldeia do município do Bailundo.

Na opinião do secretário-geral da UNITA, Kamalata Numa, a detenção  é "injusta" e  constitui "um claro recuo na afirmação de democracia na sociedade angolana". A UNITA, acrescentou, "não pode permitir que os seus militantes sejam perseguidos por meras razões políticas".

O secretário-geral da UNITA acusa o executivo angolano de instrumentalizar  a autoridade local,  de modo a impedir as populações de se manifestarem. Kamalata Numa considera que a "intolerância" tem sido particularmente visível em províncias como o Huambo, Benguela, Bié e Kwanza Norte.

Kamalata Numa, que se encontra no comando da polícia angolana do Huambo, já avisou que a condição para terminar a greve de fome é a libertação do cidadão detido.

Com a colaboraçäo do nosso correspondente em Luanda, Avelino Miguel.

Correspondência Angola 09/02/2011 Ouvir