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SADC congratula-se com a eliminação das três mais polémicas candidaturas às presidenciais de Madagáscar

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Antigo Presidente Moçambicano, Joaquim Chissano, mediador da SADC para Madagáscar Liliana Henriques/RFI

Os dirigentes da África Austral, reunidos Domingo no Malawi, apoiaram a decisão do Tribunal Eleitoral da ilha de Madagáscar, que no passado dia 17 de Agosto anulou oito candidaturas às presidenciais, entre as quais três que eram consideradas problemáticas para a estabilidade do país, as candidaturas de Andry Rajoelina, presidente de transição, do antigo Presidente Didier Ratsiraka bem como da esposa do Presidente deposto Marc Ravalomanana.


Ainda no mês passado, a SADC tinha tornado a exigir que os três candidatos se retirassem da corrida, sob pena de serem aplicadas sanções e de não ser reconhecido quem viesse a ser eleito Presidente. A anulação dessas três candidaturas foi, por conseguinte, um passo importante do ponto de vista da SADC que ao congratular-se com a decisão do Tribunal Eleitoral de Madagáscar também reclamou uma aceleração do processo para a organização do escrutínio que permanece sem data marcada.

No mesmo sentido, Joaquim Chissano, mediador da SADC para Madagáscar, também apela para a organização de eleições o mais rapidamente possível e felicita o próprio Andry Rajoelina por ter aceite a decisão do Tribunal Eleitoral.

Antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, mediador da SADC para Madagáscar 19/08/2013 Ouvir

Refira-se ainda que a França, que também tem acompanhado a situação da Grande ilha, considerou igualmente que "a retirada dessas candidaturas constitui um avanço importante no processo de saída de crise".

A situação de Madagáscar permanece em suspenso desde 2009, quando o actual dono do poder Andry Rajoelina derrubou o antigo presidente Marc Ravalomanana. Isolada da comunidade internacional, a ilha está à espera há quatro anos do regresso à legalidade constitucional.