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Polícia angolana tortura manifestantes

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Jovens Revolucionários em 2011, numa das primeiras manifestações contra o Presidente José Eduardo dos Santos então há 32 anos no poder Maka Angola

A activista angolana Laurinda Gouveia foi barbaramente espancada pela polícia este domingo (23/11), quando filmava a manifestação organizada pela CASA-CE, para assinalar um ano sobre o assassínio pela guarda presidencial do seu dirigente Manuel Hilbert Ganga, morto a tiro quando colava cartazes, exigindo justiça.


Laurinda Gouveia, estudante universitária (2° ano filosofia) de 26 anos, foi uma das  três pessoas brutalmente agredidas pela polícia neste domingo (23/11) à margem da manifestação do partido de oposição CASA-CE, à qual se juntaram elementos do auto-denominado Conselho Nacional dos Activistas de Angola, que desde sábado (22/11) manifestavam para exigir a demissão do Presidente José Eduardo dos Santos, há 35 anos no poder.

Os jovens Oldair Fernandes conhecido por "Baixa do Kassanje" e Laurinda Gouveia, foram violentamente espancados e tiveram que ser internados, tendo tido alta segunda-feira (24/11), sem que tenham sido efectuadas radiografias.

Laurinda Gouveia afirma que os atacantes foram comandantes e forças da secreta e reconheceu o comandante da polícia da Maianga - Francisco Notícias - contra quem vai ser apresentada uma queixa-crime.

Ela conta que "ainda algemada, começaram a bater-me com ferros, porretes e paus"... foi ameaçada de morte com as palavras "essa puta vive no Cassenda, vende churrasco no Cassemba...de onde deve sair senão vão-me matar, eu e a minha família estamos mesmo com muito medo". 

 

Laurinda Gouveia, activista angolana 25/11/2014 Ouvir