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Angola Luanda Manifestação Polícia Repressão Manifestante Violências Marcha

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Luanda: impedida marcha contra a violência policial

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Capa do livro "Quando a guerra é necessária e urgente" de Domingos da Cruz DR

 

A polícia angolana inviabilizou a marcha contra a violência policial, convocada para ontem (7/12) e deteve 15 activistas, libertados pouco depois.


A marcha contra a violência policial convocada para ontem, (domingo 7/12) em Luanda, tinha sido proíbida pela polícia, mas os organizadores decidiram mantê-la, alegando violação da lei sobre realização de manifestações, que segundo eles devem ser comunicadas às autoridades competentes e não carecem de autorização.

Para Domingos da Cruz, jornalista, escritor e docente universitário em Direitos Humanos em Luanda, uma das 15 pessoas detidas e posteriormente soltas, admite que "desta vez não houve violência absolutamente nehuma".

O activista apela à desobediência civil em larga escala, como no Burkina Faso, Tunísia ou mesmo no Egipto, para obrigar o regime a respeitar os valores democráticos, mas afirma "ainda não haver em Angola uma mobilização suficientemente capaz de resistir e levar a um bom nível o desafio politico, a desobediência civil" por isso defende que "num estado autoritário como é o caso de Angola...devemos juntar-nos  áqueles que tiveram a iniciativa de dar voz à rua, porque o único caminho para solucionar os problemas de Angola, eu acho que é a erosão do regime, tal como aconteceu no Burkina Faso e na Tunísia", mas "a luta contra uma ditadura pressupõe uma consciência ética de paciência", afirma ainda Domingos da Cruz.

Domingos da Cruz 08/12/2014 Ouvir