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Vulcão do Fogo destrói adega do ilhéu de Losna

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Cabo Verde, erupção do Pico do Fogo, imagem de 27/11/2014 Green Studio

As frentes que fizeram a maior parte dos estragos na zona de Portela e Bangaeira estão estagnadas nesta última localidade cabo-verdiana. Um dia depois da frente de lava ter destruído uma adega de vinho e uma das principais propriedades de cultivo de videira em Chã das Caldeiras.


Entrou em erupção no passado dia 24 de Novembro, o vulcão continua a representar uma ameaça violenta e com consequências graves para as populações da Ilha do Fogo, em particular os residentes na zona de Chã das Caldeiras.

A Presidente do Observatório Vulcanológico de Cabo Verde, Sónia Silva explicou que "as lavas já consumiram a adega do ilhéu de Losna, em Chã das Caldeiras, tem duas grandes frentes tendo também destruído vários campos agrícolas. Na zona de Bangaeira, duas frentes que se tinham desenvolvido estão praticamente estagnadas. A actividade vulcânica continua, a taxa de libertação de dióxido de enxofre varia entre 3000 e 5000 toneladas diárias."

Hoje na Cidade da Praia decorreu um voo para mostrar de que forma é possível fazer um controlo remoto de imagem, tanto visíveis como a nível térmico."Se quisermos saber onde estão as frentes ou os focos de calor ali em Chã das Caldeiras. São sistemas com pequenos aviões pilotados e é uma forma de controlar a frente de lavas", relatou a Presidente do Observatório Vulcanológico de Cabo Verde.

Com este sistema de monotorização não se podem impedir as frentes de avançar, mas é possível controla-las e medir as suas velocidades, espessuras e perceber o caminho que estas estão a percorrer. 

presidente do Observatório Vulcanológico de Cabo Verde, Sónia Silva 21/12/2014 Ouvir