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Tarifa Externa Comum da CEDEAO :" governo cabo-verdiano já fez o seu trabalho de casa"

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Cristina Duarte, ministra cabo-verdiana das finanças Emerging markets

A ministra das finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, mostrou-se reticente quanto à aplicação da Tarifa Externa Comum da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidente (CEDEAO) que "dificilmente entrará em vigor esta quinta-feira dia 1 de Janeiro".


Ontem após a tomada de posse do novo governador do Banco de Cabo Verde, João Serra, a ministra das finanças cabo-verdiana Cristina Duarte deu conta que a economia do país está a passar por um momento de inflexão e perante novos desafios para melhorar a articulação entre a política orçamental e a política monetária. Uma articulação que exige um equilibro dos desafios da economia real, como o crescimento económico, redução da pobreza, criação de emprego e preservação do poder de compra.

Segundo o vice-presidente do Movimento para a Democracia Olavo Correia, uma Tarifa Externa Comum significa que todas as mercadorias que entrarem no território aduaneiro de qualquer país membro da CEDEAO serão sujeitas às mesmas tarifas aduaneiras, obrigando a uma convergência normativa.

Uma convergência total entre a pauta aduaneira cabo-verdiana e a da comunidade é um dos mecanismos que, segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, garantirá a plena integração do país na CEDEAO.

O governo cabo-verdiano já fez o seu "trabalho de casa" e neste momento está a aguardar a medida regional, os países têm de tentar acertar o passo". "Cabo Verde aguarda as instruções da CEDEAO nesta matéria para que se possa avançar com a medida", declarou a ministra das finanças ao microfone do nosso correspondente em Cabo Verde, Odair Santos.

Cristina Duarte, ministra cabo-verdiana das finanças fala sobre Tarifa Exterior Comum da CEDEAO 30/12/2014 Ouvir

A Ministra das Finanças e do Planeamento, Cristina Duarte garantiu que os apoios internacionais continuam a chegar para ajudar a reconstrução da ilha do Fogo, "neste momento temos uma manifestação do Banco Africano de Desenvolvimento em torno de um ponto cinco milhões de euros, a União Europeia três milhões de euros, temos o Banco Mundial também com uma manifestação de interesse entre um e dois milhões. Para além de toda a ajuda já recebida quer em espécie, quer em dinheiro dos bilaterais; refiro-me, por exemplo, à ajuda japonesa que forneceu 12 geradores para a ilha do Fogo e refiro-me ao que temos recebido da República de Angola, de Portugal, do Luxemburgo, etc."

Cristina Duarte, ministra cabo-verdiana das finanças fala sobre as ajudas para reconstruir a ilha do Fogo 30/12/2014 Ouvir