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Caso de violência pode dividir Presidência e Governo de São Tomé e Príncipe

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Militares são-tomenses agridem cidadão DR

A ausência de decisão por parte do Conselho Superior de Defesa Nacional num caso de espancamento de um civil que envolve o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe ameaça abrir uma nova crise política no país. Presidência e Governo teriam posições diferentes sobre o sucedido.


O caso remonta a Setembro do ano passado. Na altura Abidu Nagi teria sido espancado, aparentemente pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, brigadeiro Justino Lima. As imagens da agressão foram postas a circular na internet a 14 de Janeiro. No vídeo pode ver-se um cidadão deitado no chão que ao longo de oito minutos é agredido por militares. A assistir estão igualmente outros elementos policiais, que se vão se aproximando e também contribuem com pontapés e bastonadas. Nas imagens divulgadas o jovem não oferece qualquer tipo de resistência.

Um dia depois da divulgação do vídeo na internet, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada pediu a convocação com carácter de urgência de uma reunião extraordinária do Conselho Superior de Defesa Nacional. Na altura, o ministro da Defesa e do Mar, Carlos Stock ordenou ainda a abertura imediata de um inquérito sobre a situação e convocou uma reunião do Estado-Maior das Forças Armadas, para discutir o assunto.

Na segunda-feira passada, o Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu-se, mas depois de três horas de discussão o encontro terminou sem uma posição conclusiva e o brigadeiro Justino Lima não apresentou a demissão nem foi convidado a tal pelo Presidente Manuel Pinto da Costa. Facto que na opinião de Olívio Diogo é incompreensível. Facto que segundo o sociólogo e analista político são-tomense pode mesmo vir a incendiar as relações entre Patrice Trovoada e Manuel Pinto da Costa.

Olívio Diogo, sociólogo e analista político são-tomense 28/01/2015 Ouvir