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Carência de alimentos e de água afecta um milhão de pessoas no sul de Angola

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A seca é cíclica em certas zonas de Angola, nomeadamente no Namibe, no sul do país DR

As populações do sul de Angola, nas províncias do Huíla, Namibe e Cunene estão a viver uma situação de carência de alimentos e de falta de água - atingindo mais de um milhão de angolanos. 


O Padre Pio Wakussanga, sociólogo e presidente da Associação Construindo Comunidades, com sede na cidade do Lubango, província da Huíla, chama atenção para o agravar da seca, iniciada em 2011, e da consequente crise alimentar no sul do país onde, "a seca em si deverá atingir mais de um milhão de pessoas; uns mais na falta de água para o gado ou na falta de alimentos". 

O ministro da Assistência e Reinserção Social angolano, João Baptista Kussumua, deslocou-se à província de Cunene. Segundo o governante, as províncias do Namibe, Huíla, Cunene, Kwanza Sul, Benguela e Kuando Kubango beneficiam de um programa do Governo angolano criado em Maio de 2013, tendo sido distribuídas nas zonas afectadas toneladas de meios e produtos alimentares que “foram mantendo as populações até agora”.

Sobre a deslocação do ministro da Assistência e Reinserção Social, o Padre Pio Wakussanga descreve que se trata de uma pessoa que " se interessa imenso em dar respostas rápidas à situação. O problema não é com o ministro, mas é com todo o governo. Trata-se de assunto que toca, particularmente, a presidência uma vez que é preciso uma iniciativa presidencial para abordar o assunto que é muito sério". 

Padre Pio Wakussanga, sociólogo e presidente da Associação Construindo Comunidades, com sede na cidade do Lubango, província da Huíla 17/06/2015 Ouvir