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Zimbábue Animais Caça

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Cecil: Zimbábue desmente que outro leão tenha sido caçado ilegalmente

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Imagem de leão Cecil foi projetada no Empire State Building, em Nova York. REUTERS/Eduardo Munoz

A direção dos parques nacionais do Zimbábue desmentiu neste domingo (2) os boatos sobre a morte de outro leão do parque de Hwange, uma semana depois da comoção provocada pela morte do leão Cecil, abatido por um caçador americano. "O leão conhecido pelo nome de Jericho continua vivo", afirma um comunicado da diretoria responsável pelos parques e a proteção da fauna selvagem do país.


O leão faz parte de um projeto de pesquisa sobre a longevidade da espécie, coordenado pelo cientista britânico Brent Stapelkamp, que fotografou o animal na manhã deste domingo. O comunicado destaca ainda que Cecil e Jericho não são irmãos, como chegou a afirmar no sábado uma ONG, a mesma que anunciou a morte do segundo leão.

A informação equivocada provocou uma nova comoção nas redes sociais e teve grande divulgação na imprensa, que há vários dias repercute a morte de Cecil. No início de julho, o animal foi morto e decapitado por Walter Parmer, um rico dentista e caçador de Minesotta (norte dos Estados Unidos), e era considerado um símbolo do Zimbábue.

Pedido de extradição

O país solicitou na sexta-feira a extradição de Parmer pela morte de Cecil, uma das principais atrações do parque Hwange (oeste), perto das famosas cataratas Victoria. Em um comunicado divulgado há alguns dias, o caçador afirma que não percebeu que se tratava de um animal protegido até que, uma vez abatido, se aproximou e observou o colar de monitoração GPS.

O guia que o acompanhava afirmou à AFP que a permissão de caça estava dentro da lei e que seu cliente é inocente. Ele confirmou que o americano tirou uma foto com o leão morto, depois de ter visto que se tratava de uma espécie protegida. Palmer retornou aos Estados Unidos, onde o caso suscitou uma viva polêmica.

Cecil no Empire State Building

Neste domingo, uma gigantesca foto do leão Cecil começou a ser projetada no famoso Empire State Building, um dos principais cartões-postais de Nova York. A iniciativa faz parte de um projeto de conscientização sobre os animais com riscos de extinção, como o leopardo e o mico-leão-dourado. Mamíferos marinhos, pássaros e insetos também foram mostrados.

O vídeo tem oito minutos e a projeção chega a 114 metros de altura por 56 metros de largura, atingindo um total de 33 andares. Por isso, as imagens podem ser vistas a quilômetros de distância.