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Refém Mali Al-qaeda Terrorismo

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Mali: forças de segurança resgatam reféns de hotel, mas 12 pessoas morrem

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Soldados do exército malinês durante operação de treino US Air Force photo: Master Sgt. Ken Bergmann

Ao menos 12 pessoas morreram, durante a invasão militar de um hotel em Sevare, no Mali, onde homens armados mantinham várias pessoas como reféns desde a manhã de sexta-feira (7). De acordo com uma fonte no exército, entre os mortos, estão "cinco Fama (membros das Forças Armadas do Mali), cinco terroristas e dois homens brancos", cujas identidades e nacionalidades estavam sendo verificadas.


O corpo de um dos brancos ficou durante mais de 24 horas diante do hotel Le Byblos. De acordo com o porta-voz do ministério Relações Exteriores da África do Sul, Nelson Kgwete, a embaixada sul-africana no Mali "confirmou que três cidadãos (sul-africanos) foram afetados pelo ataque. Dois estão seguros. Uma pessoa de 38 anos, originária de Pretória, foi morta". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, confirmou também a morte de um membro da equipe internacional associada à Missão das Nações Unidas para o Mali (Minusma)

Paris afirmou que verifica a suposta presença de seus cidadãos no hotel ou entre as vítimas, já que fontes militares afirmaram que havia um francês entre os cinco estrangeiros registrados no hotel. Os outros seriam três sul-africanos e um ucraniano, que conseguiu escapar ainda na sexta-feira. Uma fonte diplomática russa no Mali confirmou que um russo, funcionário de uma companhia aérea, também estava no hotel. Ele teria ajudado as forças malinesas com informações de dentro do hotel.

Negociação breve

Na sexta-feira, por volta das 7h no horário local, o grupo armado entrou o hotel 'Le Byblos' de Sevare, onde se hospeda parte da equipe da Minusma. De acordo com a Minusma, o comando armado havia atacado primeiramente uma "base militar malinesa" em Sevare e, repelidos pelas forças de segurança, "se esconderam no hotel".

A intervenção das forças especiais permitiu libertar vários reféns, incluindo "cinco estrangeiros, que foram enviados para (a capital) Bamako", mais de 620 km ao sul de Sevare. Assim que foi confirmado o ataque, as forças malinesas isolaram a área, mas as tentativas de diálogo foram complicadas por conta da presença de reféns. Na noite de sexta-feira, houve trocas de tiros e, às 23h, as forças de segurança, auxiliadas por soldados estrangeiros, decidiram invadir o local.

Zona de conflito

Nenhum grupo reivindicou o ataque, que acontece num momento em que o Mali luta para conter a retomada da violência jihadista, dois anos depois de uma operação liderada pela França que expulsou grupos extremistas ligados à Al-Qaeda. Eles haviam se apoderado da região de Mopti (capital distrital) em março de 2012.

Sevare fica a 12 km de Mopti e é uma cidade estratégica, onde está localizado o mais importante aeroporto da região, utilizado não só pelo exército do Mali, mas pelas operações da ONU e do exército francês. Ainda hoje, mais de mil soldados franceses permanecem no norte do Mali como parte dos esforços anti-terroristas regionais.

Nos últimos anos, militantes islamitas sequestraram diversos estrangeiros no Mali - dois deles ainda estão em poder da Aqmi, facção da Al-Qaeda no norte da África. O ataque ao hotel é o terceiro nesta semana.

Com informações da AFP