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Burkina Faso Terrorismo Al Qaeda Hotel Atentado

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Militares matam terroristas e põem fim a ataques em Burkina Faso

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Soldado de Burkina Faso no momento do cerco ao hotel Splendid, de Uagadugu, atacado na noite de sexta-feira (15) por terroristas da Al Qaeda. REUTERS/Stringer

O ataque contra um hotel de luxo em Uagadugu e um restaurante, frequentado por ocidentais, terminou na manhã deste sábado (16). Ao menos 23 pessoas morreram, mas o balanço do ministério do Interior de Burkina Faso ainda é provisório. O atentado foi reivindicado pela rede Al Qaeda.


O ataque da rede Al Qaeda contra o hotel Splendid de Uagadugu começou na noite de sexta-feira (15). As medidas de segurança no local não conseguiram impedir a invasão dos terroristas fortemente armados. O comando jihadista também atacou o restaurante Cappuccino, localizado em frente ao hotel.

As forças de segurança invadiram o Splendid durante a madrugada e conseguiu libertar os 126 hóspedes que eram detidos como reféns. Entre eles, o ministro do Trabalho de Burkina Faso, Clément Sawadogo, que estava no local no momento do ataque. Os terroristas teriam colocado explosivos em vários andares e incendiaram o prédio no momento da fuga.

Esta manhã, houve ainda troca de tiros no local. Três terroristas foram mortos. Ao menos um jihadista conseguiu fugir e se foragir em um hotel ao lado do Splendid. O prédio foi cercado pelas forças de segurança e o terrorista foi abatido, pondo fim as operações contra o comando que atacou a capital de Burkina Faso.

Ataque inédito em Uagadugu

O atentado inédito na capital de Burkina Faso é um desafio para o presidete Roch Marc Christian Kaboré, recentemente eleito após um conturbado processo de transição. O país africano, de maioria muçulmana, é uma base de apoio permanente da operação militar francesa contra os jihadistas na região do Sahel, no norte da África. O país já foi alvo de atentados, mas essa é a primeira vez que Uagadugu é visada. O presidente Kaboré visitou o local do ataque na manhã deste sábado.

Segundo balanço ainda provisório do ministério do interior de Burkina Faso, ao menos 23 pessoas, de 18 nacionalidades diferentes, morreram e 33 ficaram feridas.