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Mais de 140 migrantes desaparecem após naufrágio no mar Mediterrâneo

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Corpos de migrantes são retirados do mar no litoral da Líbia na semana passada REUTERS/Yannis Behrakis

Um jovem migrante gambiano resgatado na terça-feira (28) no mar Mediterrâneo contou que partiu da Líbia a bordo de uma embarcação que naufragou e que os outros 146 passageiros estão desaparecidos, informou nesta quarta-feira (29) a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur). Ele disse que conseguiu se salvar se agarrando a um garrafão de gasolina.


O adolescente, que saiu domingo (26) ou segunda de (27) de Sabrata, no noroeste da Líbia, foi resgatado por um navio militar espanhol, participante da operação europeia Sophia, que atua contra as redes de tráfico de pessoas. O migrante foi hospitalizado em Lampedusa, a ilha italiana mais próxima à costa africana.

Segundo seu relato a um representante da Acnur que o visitou no hospital, havia cinco crianças e várias mulheres grávidas entre os passageiros, que eram principalmente da Nigéria, Gâmbia e Mali.

590 migrantes mortos ou desaparecidos em 2017

Várias horas após a partida, o barco começou a afundar. Várias embarcações líbias e tunisianas se aproximaram, mas nenhuma ajudou os migrantes.

Os primeiros elementos recolhidos pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelam que o gambiano foi localizado por acaso pelo navio espanhol. Depois, ele foi transferido a uma lancha dos guardas-costeiros italianos, que o levaram a Lampedusa.

Na semana passada, a tripulação de um navio da organização humanitária espanhola Proactiva Open Arms fez uma descoberta inquietante a 21 km da costa da Líbia: cinco corpos de migrantes africanos próximos a dois botes desinflados, o que poderia significar um duplo naufrágio e a morte de várias centenas de pessoas.

Pelos menos 590 migrantes morreram ou desapareceram perto da costa da Líbia desde o início do ano, segundo a OIM. As autoridades italianas registraram mais de 23 mil chegadas a suas costas.