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Ataque terrorista em restaurante de Burkina Faso deixa 20 mortos

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Cliente ferida aguarda atendimento após ataque em restaurante em Ouagadougou, no Burkina Faso, em 13 de agosto de 2017. REUTERS/Reuters TV

Um atentado contra um restaurante de Ouagadugu, capital do Burkina Faso, deixou ao menos 20 mortos, entre eles os dois terroristas, e dezenas de feridos entre a noite de domingo (13) e a madrugada desta segunda-feira (14).


Com colaboração de Fábia Belém, correspondente da RFI em Ouagadugu,

Após se entrincheirarem durante toda a madrugada no local, os dois  agressores foram mortos pelas forças de segurança. A operação terminou nesta manhã e tem caráter terrorista, segundo indicou o ministro da Comunicação de Burkina Faso, Remis Dandinu nesta segunda-feira (14).

O ataque começou em torno das 21h30 do horário local, 18h30 pelo horário de Brasília. Segundo testemunhas, um grupo de homens chegou ao restaurante Istambul munido de metralhadoras, frequentado especialmente por estrangeiros, e abriu fogo contra os clientes.

Antes da mobilização das forças de ordem, a polícia conseguiu retirar algumas pessoas do local. Mas muitas permaneceram como reféns dos agressores durante toda a noite. Os últimos tiros foram ouvidos por volta de 3h45 da madrugada, horário local. De acordo com as autoridades, as vítimas são de várias nacionalidades, mas a identidade da maioria delas ainda não foi divulgada. Apenas a identidade de um cidadão francês foi confirmada até o momento pelo Ministério Público de Paris.

O restaurante Istambul fica próximo a um café que foi alvo de um violento atentado em 2016, que deixou 30 mortos. O grupo Al Murabitun, braço da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, reivindicou o ataque.

Fábia Belém, correspondente da RFI em Burkina Faso 14/08/2017 Ouvir

Presidente de Burkina Faso pede calma e vigilância

O presidente de Burkina Faso, Marc Kaboré, condenou o ataque e pediu calma à população. “A luta contra o terrorismo é uma luta de longo termo. Portanto, apelo para a vigilância, solidariedade e unidade de toda a nação para enfrentar a covardia dos nossos adversários”, frisou Kaboré.

Por questões de segurança, agências internacionais pediram aos funcionários que mantenham-se em casa nos próximos dois dias.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou esta segunda-feira que encontrará ainda hoje com o presidente de Burkina Faso para "avaliar a situação" e condenou o ataque em Ouagadugu. Macron afirmou ainda que "a França continuará ao lado dos países africanos da região do Sahel [Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Niger e Chade] para lutar contra os grupos terroristas".