rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Tunísia Revolução Protestos Primavera Árabe

Publicado em • Modificado em

Manifestações marcam 7° aniversário da revolução na Tunísia

media
Manifestantes enfrentam a polícia, durante protesto em 12 de janeiro de 2018 em Túnis. Sofiene HAMDAOUI / AFP

Manifestações foram convocadas neste domingo (14) para marcar o 7° aniversário da revolução na Tunísia, a “Revolução de Jasmim”, que foi a primeira da Primavera Árabe. A comemoração acontece em clima de contestação social. Na última semana, vários protestos, alguns violentos, ocorreram em cidades de todo o país contra a alta do custo de vida, de impostos e o desemprego.


As manifestações deste domingo foram convocadas por partidos políticos e sindicatos. As palavras de ordem “trabalho, dignidade e liberdade”, são as mesmas da revolução de sete anos atrás que derrubou o ditador Ben Ali, em 14 de janeiro de 2011. Devido ao contexto tenso, provocado pelos protestos dos últimos dias, um importante dispositivo de segurança foi organizado, principalmente na capital Túnis. Barreiras foram instaladas para impedir o acesso à avenida central Habib Bourguiba, local simbólico da Revolução de Jasmim.

Os tunisianos estimam que o país avançou em termos políticos, mas perdeu em qualidade de vida. A Tunísia tem dificuldades em relançar o turismo, sua principal fonte de economia, afetado por atentados jihadistas, e impõe um plano de austeridade a população.

Descontentamento

No sábado (13), o governo tunisiano finalmente anunciou medidas sociais para tentar acabar com os protestos. Entre elas, um aumento de até 20% da ajuda às famílias carentes, um plano de habitação, um seguro saúde universal e uma pensão mínima de aposentadoria.

Mas os manifestantes reclamam também uma luta mais eficaz contra a corrupção no país. E os analistas se perguntam se as medidas anunciadas ontem serão suficientes para conter os protestos. Até agora, a ação da polícia contra as manifestações tinha sido a única reação do governo ao movimento. Em uma semana, mais de 800 manifestantes foram detidos e ONGs de direitos humanos denunciam um uso “excessivo da força e ações de intimidação contra manifestantes pacíficos”.