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Três morrem em ataque ao Ministério das Relações Exteriores na Líbia

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A fumaça sobe do prédio do Ministério das Relações Exteriores da Líbia em Trípoli, Líbia, em 25 de dezembro de 2018. Youtube/Mohammed Elgotani/via REUTERS

Três pessoas morreram na manhã desta terça-feira em um ataque cometido por três invasores, entre eles um homem-bomba, no Ministério das Relações Exteriores líbio, em Trípoli, segundo uma fonte da segurança e o Ministério da Saúde. Outras dez pessoas ficaram feridas.


Em comunicado, a chancelaria referiu-se a um ataque suicida realizado por terroristas. Entre os três mortos, há um diplomata, diretor de departamento no ministério, informou a fonte da segurança. A identidade das outras duas vítimas não foi revelada.

Tarak al-Dawass, porta-voz das forças especiais, acusou o grupo Estado Islâmico (EI) de estar por trás do ataque, cuja autoria ainda não foi reivindicada. Ele assinalou que um carro-bomba explodiu em frente ao prédio. As forças de segurança foram até o local e houve combates em seu interior.

No segundo andar, houve uma segunda explosão, provocada por um suicida, afirmou o porta-voz. Um segundo invasor morreu na explosão da maleta que portava, e um terceiro foi morto pelas forças de segurança, segundo Dawass.

Testemunhas e a imprensa informaram anteriormente sobre uma explosão e um tiroteio no ministério. O ataque foi realizado por "invasores terroristas", afirmou o canal de TV do Governo de União Nacional (GNA), citando fontes anônimas do ministério.

País mergulhado no caos

A Líbia está mergulhada no caos desde a queda do regime de Muamar Khadafi, em 2011, e é dirigida por dois grupos rivais: o GNA, com base em Trípoli, reconhecido pela comunidade internacional, e um gabinete paralelo instalado no leste, apoiado pelo Exército Nacional Líbio (ANL), autoproclamado pelo marechal Jalifa Haftar.

O caos, as divisões causadas pelas lutas de poder e a insegurança crônica facilitaram com que o país se tornasse um refúgio de jihadistas, que realizaram vários ataques nos últimos anos.

Uma conferência internacional sobre a Líbia foi realizada em novembro na Itália - em meio às divisões persistentes entre os líbios -, para tentar fazer com que o país, de 6 milhões de habitantes, engatasse um processo político que levasse a eleições. Mas o boicote de uma das figuras-chave para a estabilização da Líbia, o marechal Haftar, que controla a maior parte do leste do país, enfraqueceu, desde o início, o encontro internacional.

Por outro lado, os países europeus, além de se preocuparem com a presença de jihadistas na Líbia, expressaram preocupação com a situação dos migrantes no país. Dezenas de milhares de pessoas tentam ganhar as costas europeias a partir da Líbia, onde os traficantes são muito atuantes.