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Entenda o ciclone que devastou Moçambique e Zimbábue

Por Lúcia Müzell

Moçambique e Zimbábue contam os mortos da tragédia em que se transformou a passagem do ciclone Idai, na semana passada. Situada a oeste da bacia ciclônica do sudoeste do oceano Índico, a região está acostumada à ocorrência de fenômenos como este, porém os tufões raramente chegam a atingir a costa.

O Idai é o ciclone mais forte a afetar Moçambique desde o Eline, que em 2000 matou mais de 800 pessoas. Desta vez, o fator surpresa foi determinante para a dimensão dos estragos, já que, ao longo dos anos, centenas de habitações foram construídas em zonas inundáveis de Beira, a segunda maior cidade do país. A metrópole, de 500 mil habitantes, ficou destruída. O número de mortos pode passar de mil.

“É uma região que tem ocorrência frequente de ciclones tropicais. O ciclone Idai teve categoria 3, ou seja, foi extremamente intenso, com ventos que chegaram a 200km/h”, explica a meteorologista Ludivine Oruba, especialista em ciclones no Latmos (Laboratório de Atmosferas, Meios e Observações Espaciais), em Paris. “A diferença é que ciclones desse tamanho raramente atingem a costa: desde 1970, foi o quarto dessa intensidade a chegar a Moçambique.”

Relação com as mudanças climáticas

Na temporada de 2018 e 2019, o Idai já é o sétimo ciclone que ocorre na região e há um oitavo em curso, o Savana, que deve passar sobre o oceano. Por essa razão, Oruba prefere não associar a violência do ciclone às mudanças climáticas. Ela adverte, entretanto, que a previsão dos climatologistas é de que os fenômenos extremos se repitam cada vez mais, nas próximas décadas.

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