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Ciclone Moçambique Cólera

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Após passagem de ciclone, Moçambique registra primeiros casos de cólera

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Crianças aguardam na fila da distribuição de alimentos em um centro para desabrigados na cidade de Beira, em Moçambique. REUTERS/Mike Hutchings

As autoridades de Moçambique informaram, nesta quarta-feira (27), que cinco casos casos de cólera foram confirmados no país, devastado pela passagem do ciclone Idai. O último balanço de vítimas aponta para quase 500 mortos.


O diretor nacional de Saúde de Moçambique, Ussein Isse, afirmou que cinco casos de cólera foram registrados em Beira, cidade de cerca de 500 mil habitantes, extremamente castigada pela passagem do ciclone Idai.

No último domingo (24), o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia, já havia alertado que uma epidemia seria "inevitável", devido às inundações e a superlotação dos centros de desabrigados.

Isse alertou que a quantidade de casos da doença deve aumentar nos próximos dias. "A cólera é uma pandemia. Quando há um caso, podemos temer outros", acrescentou.

Por isso, segundo ele, o governo está aplicando medidas preventivas, na tentativa de limitar o impacto da epidemia. Um milhão de doses de vacina contra a cólera devem chegar neste fim de semana a Beira.

Quase 500 mortos

Com ventos violentos e chuvas torrenciais, o ciclone Idai devastou várias cidades de Moçambique, Zimbábue e Malaui em 14 de março. Segundo o último balanço das autoridades, o fenômeno deixou 468 mortos em Moçambique e 259 mortos no Zimbábue.

O número de vítimas deve aumentar, já que que centenas de cidadãos continuam desaparecidos. Além disso, 1,8 milhão de pessoas estão desabrigadas.

Mais de dez dias após a passagem do ciclone, a situação é extremamente precária e as autoridades apelam ao envio de ajuda humanitária. A reabertura de algumas estradas de Moçambique no início desta semana permitiu a chegada de alimentos e medicamentos a cerca de 300 mil pessoas.