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Moçambique Ciclone África Portugal Solidariedade

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Lisboa faz show para ajudar vítimas do ciclone Idai em Moçambique

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Mais de 40 artistas vão participar do evento caritativo em Lisboa Captura de vídeo

Mais de 40 artistas participam nesta terça-feira (2) do show “Mão dada a Moçambique”. O evento tem como objetivo angariar fundos para ajudar as vítimas da passagem do ciclone Idai pelo país africano.


Com a colaboração de Miguel Martins

Quase três semanas após a passagem do ciclone Idai, que deixou um rastro de destruição e matou mais de 700 pessoas, a classe artística organiza um show em Lisboa para ajudar o povo moçambicano. Cantores como os portugueses Salvador Sobral, Cristina Branco e Ana Moura participam do espetáculo realizado na sala Capitólio na noite desta terça-feira, à partir das 20h (15h em Brasília).

Artistas africanos, como Anastácia Carvalho, de São Tomé e Príncipe, ou ainda Karyna Gomes, de Guiné Bissau, também fazem parte da lista de cerca de 40 nomes que já confirmaram presença. “São amigos que se solidarizam comigo”, conta cantora moçambicana Selma Uamusse, idealizadora do projeto.

A emissora portuguesa RTP fará uma transmissão ao vivo do show, como parte de uma programação especial sobre a catástrofe em Moçambique. Durante todo o dia, os telespectadores podem fazer doações por telefone. Os ingressos para show custam entre € 20 e € 30 e os fundos serão doados para associações caritativas.

Selma Uamusse insiste na transparência da operação, que vai distribuir a renda em partes iguais entre oito organizações. As entidades se engajaram publicamente sobre a gestão dos fundos, supervisionada por um órgão independente. “Eu acho que isso aumentou a confiança das pessoas que querem doar. Tentamos que esse processo fosse muito transparente”, insiste a cantora. “Todos nós, não só os que contribuem financeiramente com doações, mas também todas as pessoas envolvidas, queremos que nossa ajuda possa se reverter de uma maneira efetiva para aqueles que estão em Moçambique.”

Apesar da mobilização das autoridades e da ajuda humanitária internacional, a situação continua muito precária em Moçambique. De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), no auge da tempestade, cerca de 3.125 km2 foram inundados, incluindo vastas terras agrícolas cujas plantações foram destruídas. Mais de mil casos de cólera já foram registrados.