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Moçambique Ciclone Inundações Catástrofes naturais

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Após ciclone Kenneth, Moçambique teme inundações devido a fortes chuvas

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Casas destruídas pelo ciclone Kenneth na provícia de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. UNICEF via REUTERS

A chuva continuava a cair neste sábado (27) no norte de Moçambique. A região foi devastada pela passagem do ciclone Kenneth na última quinta-feira (25) e as autoridades temem inundações. As primeiras ONGs humanitárias chegaram hoje a essa aérea remota do país para constatar os prejuízos.


Novo balanço de vítimas, publicado no início da tarde deste sábado pelo primeiro-ministro Carlos do Rosário, informa que Kenneth deixou ao menos cinco mortos. O primeiro balanço, divulgado na sexta-feira (26), pelo Instituto de Gestão de Situações de Emergência (INGC) do país, indicava que o ciclone havia matado uma pessoa e destruído parcialmente ou completamente 3.300 casas. Cerca de 18.000 pessoas tiveram que se refugiar e estão em abrigos de emergência.

O ciclone atingiu Moçambique com força extrema, com rajadas de vento de 280 km/h e acúmulo de chuva de 100 a 150 mm de água em 24 horas. Sua potência foi superior à do ciclone Idai, que devastou o país africano de língua portuguesa em 14 de março,

Depressão tropical

Neste sábado, já rebaixado a uma depressão tropical, Kenneth continua bloqueado na província moçambicana de Cabo Delgado. De acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), ele deve permanecer por "pelo menos dois dias” no local, provocando “fortes chuvas", e riscos de "grandes inundações".

Nesta manhã, os serviços de resgate, formados por militares brasileiros, funcionários do OCHA e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) chegaram a Pemba, capital de Cabo Delgado. O objetivo é "avaliar a situação", explicou o militar brasileiro Kleber Castro. Segundo ele, o impacto de Kenneth em Pemba foi “mínimo”. Agora, os serviços de resgate devem visitar cidades da região que teriam sido 90% devastadas, com o ilha de Ibo. A falta de serviços de telecomunicações e de estradas acessíveis complica o trabalho dos agentes humanitários.

Missão brasileira

Esta é a segunda vez em menos de um mês e meio que Moçambique é atingido por um ciclone. A passagem de Idai, em março, deixou mil mortos no centro do país e nos vizinho Zimbábue e Malaui.

A missão brasileira que está em Moçambique é composta por quarenta militares que estavam atuando estão na cidade de Beira e redondezas, devastadas por Idai, antes de seguir para Cabo Delgado. Vinte deles são bombeiros de Minas Gerais que atuaram na tragédia em Brumadinho. Eles chegaram em dois aviões da Força Aérea brasileira e a permanência deles em Moçambique foi prolongada. Eles devem voltar ao Brasil no próximo dia sete de maio.