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Gays no exército não são um risco para Pentágono

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Cópia da pesquisa divulgada nesta terça-feira sobre homossexuais no Exército. Reuters

O Pentágono chegou à conclusão que permitir que gays sirvam as Forças Armadas americanas abertamente não é um risco para a eficiência do serviço militar, mesmo durante uma guerra.  


O estudo realizado durante nove meses pelo Departamento de Defesa sobre gays no serviço militar, teve como objetivo principal analisar os impactos da possível anulação da medida “Don’t Ask, Don’t Tell”, que está em vigor há 17 anos.Ela só permite que gays e lésbicas sirvam se mantiverem suas orientações sexuais em segredo.

A pesquisa apontou que mudar a lei poderia causar alguns atritos e divisões no curto prazo, mas com uma liderança eficiente dos superiores os problemas poderiam desaparecer.

De acordo com o relatório, 70% dos militares acreditam que a anulação da medida poderia ter impacto positivo ou não ter nenhuma consequência. Apenas 30% acham que a anulação poderia ter consequências negativas.

A maior oposição à mudança está entre os membros da Marinha e de algumas unidades de combate especial.

Outra pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo instituto de pesquisas Pew mostrou que a maioria dos civis (58%) é a favor de permitir que gays e lésbicas sirvam abertamente, contra 27% que se opõe.

O Secretário de Defesa Robert Gates afirmou nesta terça-feira que o cancelamento da medida não seria uma mudança brutal ou traumática como muitos temem. Ele lembrou que isto deve ser feito com cuidado e com preparo das forças militares, aumentando treinamento e educação.

Ele disse que a maioria concorda com gays servindo abertamente, mas que mesmo assim ainda há alto índice de desconforto entre aqueles que estão em campo de combate. Esta é uma preocupação para os chefes e para ele.

Ao mesmo tempo, Gates declarou que é urgente que o Senado vote nas próximas semanas para cancelar a lei. Segundo ele, se isto não acontecer podem haver brigas nas cortes e a possibilidade da anulação da medida ser imposta imediatamente por decreto judicial.

A Câmara já votou para derrubar a lei. No entanto, os republicanos no Senado têm bloqueado a medida, porque afirmam que não tiveram tempo suficiente para debatê-la.