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Audiência de caso Strauss-Kahn é mais uma vez adiada

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Nafissatou Diallo (esquerda) durante entrevista à Robin Roberts, do canal de televisão ABC. REUTERS/ABC/Heidi Gutman/Handout

O promotor de Nova York adiou para daqui a um mês, no dia 23 de agosto, a próxima audiência com o ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acusado de crimes sexuais pela camareira africana Nafissatou Diallo. Os advogados de Strauss-Kahn aceitaram o pedido feito pela promotoria, que alegou precisar de mais tempo para continuar com as investigações.


A defesa do francês espera que, até lá, o promotor retire as acusações que pesam contra ele. Esta foi a segunda vez que o prazo foi prorrogado: inicialmente, a audiência deveria ter ocorrido em 18 de julho, mas foi transferida primeiro para 1º de agosto, e agora para o dia 23. O adiamento acontece dois dias após a camareira falar pela primeira vez à imprensa, em duas entrevistas nas quais chorou e contou a sua versão da suposta tentativa de estupro. Ela implorou para que seja feita “justiça”.

“Nós acreditamos que o procurador continue investigando. Esperamos que, até lá, ele tome a decisão de abandonar as acusações”, declararam os advogados de Strauss-Kahn, William Taylor e Benjamin Brafman, por comunicado. Logo depois, o escritório do procurador de Manhatan confirmou que “continua realizando a investigação do caso”.

Na semana passada, o procurador Cyrus Vance encontrou-se com o advogado de uma suposta vítima francesa do ex-diretor do FMI, a jornalista Tristane Banon. Ela acusa o socialista de ter tentado violentá-la em 2003. A mídia americana afirma que Vance poderia chamar Banon para prestar depoimento nos Estados Unidos.

Strauss-Kahn foi libertado em 1º de julho, depois de a promotoria nova-iorquina afirmar que o depoimento de Diallo continha contradições, o que levantou dúvidas sobre a veracidade dos fatos que ela relata. Desde então, o futuro do processo se transformou em uma incógnita.

A expectativa é de que a Justiça anuncie, na próxima audiência, se Strauss-Kahn deverá enfrentar um processo penal ou se será inocentado de parte ou de todas as sete acusações a que responde, incluindo ato sexual criminal, tentativa de estupro e retenção em cativeiro. Mas antes disso, o advogado da camareira, Kenneth Thompson, anunciou que ela deve registrar, ainda nesta semana, uma queixa civil por danos morais, a fim de receber uma indenização pelos prejuízos do caso à sua imagem.