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Acordo Barack Obama Déficit Dívida Estados Unidos

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Republicanos e democratas chegam a acordo sobre dívida americana

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Barack Obama anunciou na última noite que democratas e republicanos chegaram a um acordo sobre a dívida americana. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente Barack Obama anunciou na noite de domingo que, depois de muita bagunça e tempo perdido, um acordo foi alcançado para aumentar o teto da dívida americana e reduzir o déficit fiscal do país.


Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

Depois de semanas de impasse e faltando apenas um dia para o governo ficar sem dinheiro para cumprir seus compromissos financeiros, o presidente e os líderes dos dois partidos na Câmara e no Senado chegaram a um acordo. Eles concordaram com uma proposta que, num primeiro momento, vai reduzir gastos em cerca de 1 trilhão dólares durante a próxima década. O presidente garantiu que, para não ameaçar a economia ainda frágil, o corte não vai ser brusco e vai permitir que novos investimentos continuem, para a criação de empregos.

O projeto prevê também a criação de um comitê bipartidário para propor novas reduções de despesas até novembro deste ano. Se neste prazo o congresso não chegar a um consenso, automaticamente haverá cortes em programas defendidos por democratas e republicanos.

Obama preferia um acordo diferente que possibilitasse uma reforma na arrecadação de impostos, mas assegurou que a proposta evita o calote e “encerra uma crise que Washington impôs para o resto dos Estados Unidos”. Segundo o presidente, o projeto deve evitar, durante pelo menos um ano, uma nova crise para aumentar o limite da dívida.

Voto no Congresso

O presidente agradeceu aos líderes do congresso pelo compromisso e ao povo americano por ter pressionado os parlamentares. No entanto, ele insistiu que o trabalho ainda não terminou e pediu que os membros dos dois partidos façam a coisa certa e apoiem este acordo.

O líder da maioria no senado, o democrata Herry Reid, e o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Joehn Boehner, endossaram a proposta, mas as duas casas do Congresso ainda precisam aprová-la. Nesta segunda-feira, depois que mais detalhes do projeto forem apresentados, os parlamentares devem votar a medida.