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Abuso sexual Dominique Strauss-Kahn Estados Unidos Estupro

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Todas as acusações contra Strauss-Kahn podem ser arquivadas

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Dominique Strauss-Kahn pode ficar livre das acusações relacionadas à suposta agressão sexual contra camareira. Reuters

Dia decisivo para o caso do ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. A camareira Nafissatou Diallo, que o acusa de abuso sexual, foi convocada a comparecer nesta segunda-feira ao escritório do procurador Cyrus Vance, na véspera da audiência. Segundo jornais americanos, esta convocação pode representar o arquivamento do caso.


Victória Álvares, colaboração para a RFI

O ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss Kahn, pode ver a sua ficha limpa em breve. A camareira guineana que o acusa de agressão sexual vai comparecer ao escritório do procurador Cyrus Vance nesta segunda-feira, às 15 horas locais (16 horas no horário de Brasília). O objetivo do encontro não foi divulgado pelo procurador. Apenas o procurador adjunto, John McConnel, divulgou em um comunicado que “este encontro foi agendado para explicar o que vai acontecer durante a audiência no tribunal no dia seguinte".

No domingo, o advogado de Nafissatou Diallo, Kenneth Thompson, afirmou que temia que o processo fosse arquivado. Já hoje, ele declarou que não sabe o que vai acontecer neste encontro e que espera, somente, que o procurador apoie a sua cliente. Do lado da defesa de Strauss-Kahn, William Taylor, um dos advogados do ex-ministro francês, afirmou em uma entrevista publicada hoje no jornal Le Parisien, que ele e seu cliente estão otimistas e confiantes: "Ele espera poder enfim se ver livre deste pesadelo", afirmou.

Segundo o jornal americano The New York Post, na audiência de amanhã, o procurador Cyrus Vance vai detalhar a sua investigação de três meses e apresentar uma moção, recomendando o arquivamento do processo. Ele deve alegar que as acusações contra o ex-ministro francês não podem ser 100% comprovadas.

Se a proposta de recomendação de arquivamento for aceita pelo juiz, como acontece na grande maioria dos casos, Dominique Strauss-Kahn estará livre para voltar à França. Mas isto não significará o fim de seus problemas com a justiça americana. Pois, além do processo penal, os advogados da camareira guineana de 32 anos entraram com um processo civil contra o ex-chefão do FMI, afim de receber uma indenização por danos morais.

Nafissatou Diallo acusa Dominique Strauss-Kahn de tê-la agredido sexualmente no dia 14 de maio, numa suíte do Sofitel em Nova York. No dia 6 de junho, o ex-diretor-gerente do FMI se declarou inocente de todas as 7 acusações, que incluem tentativa de estupro, sequestro e abuso sexual.