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Congresso pressiona FBI por explicações sobre caso Petraeus

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O general David Petraeus (à esq.) e o general John Allen (à dir.) REUTERS/Kevin Lamarque/Yuri Gripas/Files

O presidente da Comissão de Justiça do Congresso americano pede explicações ao FBI e ao Ministério da Justiça sobre o inquérito que levou à demissão do chefe da CIA, David Petraeus. Ele criticou o fato de o caso ter permanecido secreto durante meses. O próprio presidente Barack Obama só foi informado no dia 8 de novembro, dois dias antes de sua reeleição.


Em uma carta para Robert Mueller, diretor do FBI (a Polícia Federal americana), o presidente da Comissão de Justiça do Congresso, Lamar Smith, listou 15 perguntas. Entre elas: “Desde quando o senhor sabia do inquérito?” e “Desde quando o senhor sabe da implicação do general Petraeus no inquérito?”. Smith pede uma resposta até o dia 26 de novembro.

Dono de percurso militar brilhante, David Petraeus pediu demissão do cargo na última sexta-feira, admitindo ter tido um caso extraconjugal com Paula Broadwell, coautora de sua biografia. As investigações tiveram início a partir da denúncia de uma amiga de Petraeus, Jill Kelley, que estaria recebendo emails ameaçadores anônimos. As investigações descobriram que a amante de Petraeus era a autora das mensagens. Em seguida, foi implicado no caso o general John Allen, chefe da coalizão no Afeganistão, acusado de ter mandado emails “inconvenientes” a Jill Kelley,

O Congresso americano tem legalmente um papel de supervisão sobre assuntos de informação, com direito a ter informações regulares sobre as operações em curso. Os congressistas questionam também sobre os documentos secretos encontrados, segundo a mídia americana, na casa de Paula Broadwell. Na carta para o ministro da Justiça, o presidente da Comissão de Justiça pergunta sobre a existência e natureza desses documentos secretos.

Nesta quarta-feira, o secretário-geral da OTAN, Ander Fogh Rasmussen, exprimiu “plena confiança” em John Allen, que “deu provas de uma liderança excepcional no Afeganistão”. Mas Rasmussen acrescentou que o caso é um assunto que “deve ser tratado pelas autoridades americanas”. O presidente Obama já tinha expressado, através de seu porta-voz, que ele tinha “plena confiança no general Allen”. Paralelamente, a nomeação de Allen para o prestigiado posto de comandante supremo das forças da OTAN, que já era praticamente certa, foi suspensa enquanto durarem as investigações.