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Diretora-geral do FMI lamenta atraso na reforma da instituição

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A diretora-geral do FMI Christine Lagarde, em outubro em Washington REUTERS

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, se disse decepcionada com a lei de finanças americana votada na noite desta segunda-feira (13), que não prevê o financiamento necessário para a reforma da governança da instituição.


O texto de 1582 páginas publicado pelo Congresso americano não faz alusão aos recursos que teriam possibilitado aos Estados Unidos ratificar a reforma que prevê a repartição do capital do Fundo. "Estou decepcionada que as medidas necessárias não puderam ser tomadas", disse Lagarde em um comunicado.

De acordo com ela, o governo americano continuará trabalhando para obter as autorizações necessárias no Congresso.

A reforma do FMI foi proposta em 2010 pelo então diretor-geral Dominique Strauss-Kahn, afastado do cargo depois de ser preso acusado de agressão sexual e envolvimento em diversos escândalos, entre eles uma rede de prostituição na França.

Trata-se da reforma mais ambiciosa desde a criação do Fundo, em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial. O acordo prevê, entre outras medidas, uma valorização das nações emergentes, através da redistribuição do ‘’capital’’ dos acionistas, representados pelos países.

A instituição é controlada desde o início pelos Estados Unidos e a Europa, mas a emergência de novas potências econômicas, entre elas o Brasil, mudou o panorama econômico mundial e o papel de muitos países, que pedem uma maior participação nas decisões da instituição.