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Aniversário Comemoração Homenagem Hugo Chávez Manifestação Nicolás Maduro Oposição Protestos

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Em meio a protestos, Venezuela celebra um ano da morte de Chávez

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Manifestante destrói muro em praça de Caracas, na terça-feira 3 de março de 2014. Reuters

Após um mês de protestos, a Venezuela celebra nesta quarta-feira (5) um ano da morte do ex-presidente Hugo Chávez. Marco Aurélio Garcia, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência brasileira, está em Caracas, para representar a presidente Dilma Rousseff nas cerimônias oficiais e conversar com o presidente Nicolás Maduro sobre a atual crise na Venezuela.


Com a colaboração de Elianah Jorge, correspondente da RFI Brasil em Caracas

Marco Aurélio Garcia, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência do Brasil, negou em Caracas que a situação venezuelana seja parecida com a da Ucrânia. Ele defendeu uma solução pacífica para o delicado momento que vive o país, palco há quase um mês de manifestações antigoverno em diversas cidades.

Cerimônias em memória do ex-presidente Hugo Chávez

As homenagens a Chávez começam por volta das 10h da manhã (11h30 em Brasília) com um desfile militar. De acordo com analistas, esta será uma oportunidade para o governo bolivariano demonstrar seu poder bélico. Reiteradas vezes o presidente venezuelano afirmou que “um golpe de Estado está em marcha” no país.

Diversas autoridades da região devem comparecer à celebração de um ano da morte de Hugo Chávez, entre elas os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e o da Nicarágua, Daniel Ortega. O líder cubano Raul Castro também é esperado.

A exibição do filme "Meu amigo Hugo", do cineasta norte-americano Oliver Stone, deve ser o momento mais emocionante das homenagens, que se encerram no final do dia no Quartel da Montanha, local onde o ex-presidente venezuelano está sepultado.

Protestos continuam

Os protestos no país continuam. Os manifestantes divulgaram pelas redes sociais que irão fechar as principais vias de circulação da capital. Eles criticam as solenidades em homenagem a Chávez, que devem durar cerca de dez dias, enquanto o país está em crise.

O chanceler Elías Jaua afirmou que a Venezuela não precisa de mediadores internacionais para ajudar a resolver a crise no país. Por sua vez, o secretário geral da ONU, Ban Ki-monn, pediu que as autoridades venezuelanas escutem as demandas daqueles que protestam nesta polarizada sociedade.

O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, assinou uma declaração conjunta contra o aumento da violência e a deterioração dos direitos humanos na Venezuela. ONGs vêm denunciando casos de tortura e de prisões arbitrárias de manifestantes. O número de vítimas fatais dos protestos já chega a 19.