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Bolívia Referendo Evo Morales Campanha

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Evo Morales perdeu referendo para nova reeleição, diz mídia da Bolívia

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O presidente da Bolívia, Evo Morales (à esq.), em uma cabine de votação. FP/AFP

O presidente da Bolívia, Evo Morales, provavelmente não poderá disputar um quarto mandato presidencial. Segundo projeções divulgadas por canais de TV, os bolivianos disseram "Não" ao projeto de reforma constitucional, submetido a referendo neste domingo (21), que permitiria a Morales disputar uma terceira reeleição e ficar no poder até 2025.


A emissora ATB deu a vitória ao 'Não' por 52,3% dos votos, contra 51% registrados pela concorrente, Unitel. O 'Sim' teria obtido 47,7% segundo a ATB e 49% de acordo com a Unitel.

Se os resultados extraoficiais se confirmarem, esta seria a primeira e mais séria derrota eleitoral direta do presidente boliviano, há dez anos no poder. Isto o obrigaria a passar a faixa presidencial no início de 2020, quando finalizar seu terceiro mandato.

O governador de oposição Rubén Costas e o ex-candidato presidencial Samuel Doria Medina, derrotado duas vezes por Morales, festejaram o resultado da consulta. Mas o vice-presidente Álvaro García afirmou que ainda é preciso aguardar a conclusão da apuração em regiões remotas do país, onde Morales é popular, e também dos eleitores no exterior. Garcia estimou “altamente provável que os números mudem de maneira radical”, durante a entrevista coletiva concedida em La Paz.

Os resultados oficiais são divulgados a conta-gotas. Na segunda-feira pela manhã, o site do organismo oficial OEP anunciou que 27% dos votos haviam sido apurados e o “Não” estava na frente com 63,51% dos votos contra 36,49% para o “Sim”. Os dados definitivos oficiais deverão ser divulgados “nos próximos dias”.

Perda de popularidade na reta final

Morales perdeu popularidade no final da campanha, após a revelação do suposto tráfico de influência em favor de sua ex-companheira, Gabriela Zapata.

Alta executiva da empresa chinesa CAMC, Gabriela teria obtido contratos com o Estado no valor de US$ 576 milhões. A Controladoria e o Congresso investigam as denúncias.