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Trump promete interromper imigração de países ligados ao terrorismo

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Donald Trump REUTERS/Mike Segar

O bilionário nova-iorquino Donald Trump aceitou formalmente, na quinta-feira (21), a indicação do Partido Republicano para a corrida pela Casa Branca, no último dia da Convenção Nacional Republicana, realizada em Cleveland, Ohio.


Em seu discurso, ele prometeu interromper a imigração de países que tenham vínculos com terrorismo e renovou sua promessa de construir um "grande muro" na fronteira com o México.

"Vamos suspender, imediatamente, a imigração de qualquer nação que tenha sido comprometida pelo terrorismo até o momento em que mecanismos de verificação comprovados tenham sido postos em prática."

"Nós não os queremos em nosso país", afirmou, arrancando aplausos de uma multidão em delírio. Além disso, disse que vai  "construir um grande muro de fronteira para conter a imigração ilegal, para conter as gangues e a violênci, e as drogas de invadir nossas comunidades". E completou: "Vamos tornar nosso país rico de novo".

O magnata foi ovacionado pelo público aos gritos de "USA, USA, USA" e "Trump, Trump, Trump". "Juntos, vamos liderar nosso partido de volta para a Casa Branca", prometeu a seus correligionários.

"Candidato da lei e da ordem"

"Na corrida para a Casa Branca, eu sou o candidato da lei e da ordem", afirmou, garantindo que defenderá "as pessoas que trabalham duro mas não têm mais voz".

"Eu sou sua voz", declarou, apontando para as câmeras, prometendo o retorno a tempos mais seguros, com "milhões de novos empregos". A candidata democrata, Hillary Clinton, rebateu no Twitter: "Não é nossa voz".

Em seu longo discurso, Trump acusou o presidente Barack Obama de promover a desunião racial nos EUA.
"A retórica irresponsável do nosso presidente, que usou o púlpito da presidência para nos dividir por raça e cor, tornou a América um ambiente mais perigoso para todo mundo", denunciou.

"Eu tenho uma mensagem para todos vocês: o crime e a violência que hoje afligem nossa nação vão, em breve, chegar ao fim. Começando em 20 de janeiro de 2017 (dia da posse), a segurança será restaurada", prometeu, com uma fala que remonta à estratégia eleitoral adotada por Richard Nixon em 1968.

"Destruição, morte e fraqueza"

Para Trump, o legado deixado por sua oponente democrata, em sua gestão no Departamento de Estado americano, resume-se a "morte", "destruição", "terrorismo" e "fraqueza".

Ele culpou Hillary pela ascensão do grupo Estado Islâmico (EI) e por semear o caos no Iraque, na Líbia, na Síria e no Egito. Também criticou o acordo nuclear negociado pelo governo Obama com o Irã.

"Depois de quatro anos de Hillary Clinton, o que nós temos? O EI se espalhou pela região e pelo mundo. A Líbia está em ruínas, e nosso embaixador e sua equipe foram deixados abandonados para morrer", completou, enquanto em diferentes momentos a plateia gritava "Lock her up" ("Prendam-na"), referindo-se à democrata.

"Esse é o legado de Hillary Clinton: morte, destruição, terrorismo e fraqueza", atacou. Trump acusou a ex-secretária de ser uma "insider" na política com um "mau julgamento" dos fatos.

"Minha mensagem é que as coisas têm de mudar - e têm de mudar agora", frisou. "Eu estou com vocês, vou lutar por vocês e vou ganhar por vocês."

O agora candidato garantiu aos delegados de seu partido que sua política externa colocará os americanos em primeiro lugar.

"A diferença mais significativa entre o nosso plano e o dos nossos oponentes é que nosso plano vai colocar a América em primeiro lugar. Americanismo, não globalismo, será nosso credo. O povo americano virá em primeiro mais uma vez", disse.

Enquanto Donald Trump lançava vários ataques à rival democrata, Hillary tuitou: "Somos melhores do que isso".