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Taxistas de Nova York não precisam mais saber falar inglês

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Les célèbres taxis jaunes de New York à l'heure de pointe en plein Manhattan. TIMOTHY A. CLARY / AFP

Os cartões postais da Nova York costumam retratar o edifício Empire State, a Estátua da Liberdade e também os famosos táxis amarelos da cidade. Mas se você entrar em um deles, não tenha certeza de que vai conseguir começar uma conversa em inglês com o motorista. A partir deste fim de semana, o exame para se obter a licença de condutor pode ser feito em diferentes idiomas, e o domínio da língua local não é mais exigido.


Grégoire Pourtier, correspondente da RFI em Nova York

A prefeitura justifica a medida dizendo não querer colocar obstáculos a motoristas de algumas comunidades, considerando que a profissão é exercida por estrangeiros em quase sua totalidade.

Se alguém quisesse filmar um remake de Taxi Driver, de Scorsese, nos dias atuais, possivelmente procuraria um ator que fale bengali para o papel principal, já que um quarto dos táxis de Nova York são dirigidos por imigrantes de Bangladesh. Ou ele poderia falar urdu, idioma dos 10% dos taxistas originários do Paquistão.

Ao todo, 167 nacionalidade diferentes dirigem os famosos taxis amarelos de Manhattan – eles são verdes, se você estiver em outro bairro da cidade. Os motoristas nascidos nos Estados Unidos representam apenas 4% da frota, embora fossem maioria até os anos 80.

Concorrência do Uber

A prefeitura argumenta que o teste de língua poderia ser um obstáculo para os candidatos que não dominam o inglês. A decisão também foi motivada pela concorrência de diversos serviços de motorista que não exigiam o idioma, como o Uber.

Apesar da nova concorrência, os táxis amarelos não devem desaparecer tão cedo dos cartões postais. Mas as corridas mudaram bastante. Os condutores não só não precisam mais falar inglês, como também não precisam conhecer as ruas da cidade, já que praticamente todos agora rodam com GPS.