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Nicarágua Eleição América Central

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Quase sem oposição, Ortega se prepara para reeleição na Nicarágua

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Daniel Ortega (vestido de azul), ao lado da primeira-dama e também candidata à vice-presidente Rosario Murillo durante evento em Manágua REUTERS/Oswaldo Rivas

Enquanto os olhos do mundo estão voltados para as eleições nos Estados Unidos, a Nicarágua se prepara para eleger seu presidente neste domingo (6). O ex-guerrilheiro Daniel Ortega avança praticamente sem concorrentes para um terceiro mandato consecutivo à frente do país da América Central


Segundo as pesquisas de opinião realizadas durante a semana pelo instituto M&R Consultants, Ortega e sua Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN) pode ser reeleito com 69,8% dos votos, contra apenas 8,1% para o candidato da direita, Maximino Rodriguez. Aos 70 anos, o presidente aposta na imagem de um líder que, apesar de comandar um país pobre, conseguiu instaurar um crescimento econômico regular nos últimos dez anos, graças, entre outras coisas, aos investimentos estrangeiros.

Desde o retorno ao poder de Ortega, em 2006, após uma década na oposição, o PIB por habitante da Nicarágua aumentou 67%, de acordo com o Banco Mundial. No entanto, apesar dos resultados econômicos, o presidente é criticado por seus métodos de gestão. Além de ter nomeado vários de seus próximos a cargos de confiança e ter imposto uma alteração na Constituição que suprime o limite do número de mandatos, o chefe de Estado é acusado de controlar o sistema judiciário, a polícia e o exército do país.

Seus rivais afirmam que o atual presidente teria implementado uma dinastia semelhante à dos Somoza, que o próprio Ortega e os sandinistas derrubaram, em 1979. O fato de que a primeira-dama, Rosario Murillo, seja candidata, ao lado do marido, para o cargo de vice-presidente, é um dos principais exemplos apresentados por seus opositores.