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EUA: CIA estima que Rússia interferiu nas presidenciais

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O hall de entrada da Agência de Inteligência Americana (CIA), em Langley, na Virgínia. REUTERS/Larry Downing

A CIA estima que a Rússia interferiu nas eleições presidenciais americanas para ajudar a vitória de Donald Trump. A informação foi revelada pelo Whasington Post na sexta-feira (9), horas depois que o presidente Barack Obama noticiou ter pedido uma investigação sobre todos os ciberataques ocorridos durante o período eleitoral.


Segundo o jornal americano, a CIA concluiu que Moscou forneceu ao site Wikileaks as mensagens pirateadas dos emails do ex-diretor de campanha da candidata Hillary Clinton, John Podesta, e do Partido Democrata, entre outros. As mensagens vazaram durante toda a campanha. "Os serviços de espionagem estimam que o objetivo da Rússia era de favorecer um candidato em relação ao outro, de ajudar Trump a se eleger", declarou ao Washington Post um alto responsável sobre um relatório da CIA aos senadores.

O jornal salienta, no entanto, que a avaliação da agência não constituiu um documento oficial que reflete a posição dos 17 serviços de informação americanos. Várias questões permanecem sem resposta. Não há ainda nenhuma prova de que os responsáveis do Kremlin tenho mandado intermediários transmitirem os e-mails pirateados ao WikiLeaks, nota o diário.

Assange nega envolvimento

A equipe de Donald Trump rejeita as conclusões da CIA e o fundador do WiliLeaks, Julian Assange, nega ter sido manipulado pela Rússia. Mas pouco mais de um mês após a vitória do candidato republicano contra a democrata Hillary Clinton, as dúvidas sobre uma eventual ingerência da Rússia persistem.

Para tentar esclarecer a questão, e antes de entregar as chaves da Casa Branca a Trump no dia 20 de janeiro, o presidente Obama decidiu abrir uma investigação sobre todos os ciberataques ocorridos durante o período eleitoral de 2016. O inquérito foi aberto no início da semana.

Vários deputados democratas pediram nesta sexta-feira (9) que Barack Obama publique os detalhes da investigação, diante do temor de que o tema fique enterrado quando Donald Trump assumir o poder. Eles querem que se torne público o que acreditam ter sido uma tentativa, de um rival estrangeiro, de abalar os pilares da democracia americana.

Mas o porta-voz da presidência dos EUA, Eric Schultz, ressalta que a iniciativa não visa de maneira alguma refutar o resultado da eleição presidencial no país.