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Trump pede que Israel se "contenha" sobre assentamentos na Cisjordânia

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente americano Donald Trump durante coletiva desta quarta-feira (15) na Casa Branca, em Washngton. REUTERS/Kevin Lamarque

"Peço que, pelo momento, Israel se contenha em relação a novos assentamentos na Cisjordânia", afirmou o presidente americano Donald Trump, durante a coletiva de imprensa em conjunto com o premiê israelense Benjamin Netanyahu nesta quarta-feira (15). Na sequência, chegou a brincar, dizendo: "olhem, ele não parece muito satisfeito com essa ideia". A coletiva aconteceu logo após o encontro dos dois líderes na Casa Branca.


"Não existe melhor aliado que Israel para os Estados Unidos, e você pode estar certo que os Estados Unidos serão um grande aliado do povo isralense", afirmou Trump, que chegou mesmo a chamar o premiê Benjamin Netanyahu , em duas ocasiões, de "Bibi", o apelido pelo qual é conhecido internacionalmente. Trump fez questão de alardear o apoio americano a seu aliado no Oriente Médio, dizendo que o "boicote contra Israel não tem mais lugar na comunidade internacional".

O presidente americano afirmou ainda que "a solução de dois Estados" para resolver o conflito entre israelenses e palestinos não seria a "única via possível para a paz". "O senhor tem coragem de enfrentar a ameaça islamita. Os Estados Unidos se engajam a partir de agora a impedir que o Irã desenvolva armas nucleares", sublinhou Trump.

O compromisso do presidente americano responde às preocupações de Israel sobre o acordo alcançado pelo Irã com seis potências mundiais. "Um dos piores acordos jamais vistos é o acordo sobre o programa nuclear iraniano. Minha administração já impôs sanções ao Irã e vou fazer ainda mais para impedir o Irã de desenvolver uma arma nuclear", prometeu Trump.

"A Judeia é a nossa pátria ancestral"

Visivelmente satisfeito, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "os palestinos devem reconhecer o Estado de Israel". "A Judeia é a nossa pátria ancestral, não somos colonialistas estrangeiros, estamos em casa", sublinhou, referindo-se às numerosas críticas da comunidade internacional contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

"Israel é um símbolo da resiliência contra a opressão, da sobrevivência face ao genocídio, da perserverança em relação à hostilidade", declarou ainda Donald Trump durante a coletiva de imprensa. Perguntado por um dos jornalistas presentes sobre a recente onda anti-semita nos Estados Unidos, e sobre a acusação de que Trump estaria "brincando com a xenofobia", o presidente americano fez questão de reafirmar que ganhou as eleições presidenciais por "uma larga margem de votos" justamente porque o país se encontra "dividido". "A nação se encontra extremamente dividida, e eu pretendo fazer algo em relação a isso", completou.