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Ex-secretário de Justiça de Obama investiga sexismo no Uber

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O ex-secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, investiga se há sexismo na multinacional Uber Reuters

A multinacional norte-americana recorreu ao respeitado Eric Holder, ex-secretário da Justiça de Barack Obama, para investigar as condições de trabalho na empresa após as acusações de uma ex-funcionária, que declarou ter sido vítima de assédio.


Nova polêmica para Uber. Desta vez, a multinacional é acusada de sexismo por uma ex-funcionária, que declarou ter sido vítima de assédio. No dia 19 de fevereiro, em seu blog pessoal, a engenheira informática Susan Fowler, que saiu da empresa em dezembro do ano passado, descreveu como todas as suas queixas por assédio sexual foram ignoradas pela diretoria de recursos humanos da Uber. Ela também denunciou a organização machista que desencoraja a evolução profissional das mulheres, explicando que na sua antiga equipe "as mulheres que não puderam ser transferidas para outras seções, ou se demitiram ou estavam prestes a fazê-lo".

Sem perder tempo, o fundador e presidente da empresa, Travis Kalanick, anunciou a abertura de uma investigação interna dirigida pelo respeitado ex-secretário da Justiça de Barack Obama, Eric Holder, que já prestou serviços a outro gigante da Silicon Valley, Airbnb, para lutar contra as discriminações no seio da companhia.

Denúncia pode afastar clientes mulheres do aplicativo

Classificando como "repugnante e contrário a tudo o que a Uber acredita", Kalanick convocou todos os funcionários para apresentar desculpas, reconhecendo que cometeu erros e pode ter sido negligente. Entrevistado pelo jornal francês Le Monde, um analista da empresa de pesquisas Jackdaw Research afirma que Uber é conhecida há muito tempo por sua cultura sexista e que esse novo escândalo não é uma supresa.

As acusações de Susan Fowler podem impactar nas clientes do aplicativo e fortalecer os opositores ao sistema, que tentam relançar o movimento chamado #DeleteUber.