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San Bernardino, na Califórnia, é palco de novo tiroteio

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Jarrod Burguan, chefe da polícia de San Bernardino, confirmou a morte de duas pessoas (imagem de arquivo) REUTERS/Alex Gallardo

Pelo menos duas pessoas morreram e duas ficaram feridas nesta segunda-feira (10) durante um tiroteio em uma escola primária em San Bernardino. A cidade californiana é a mesma que assistiu em 2015 um ataque de teor terrorista que deixou 14 mortos e 22 feridos.


De acordo com as autoridades locais, o tiroteio desta segunda-feira é um assassinato seguido de um suicídio. "Dois adultos morreram na sala de aula, e um deles provavelmente o agressor. Acreditamos que o suspeito está abatido e não representa mais ameaça", afirmou o chefe da polícia Jarrod Burguan no Twitter.

O tiroteio aconteceu às 10h30 pelo horário local na escola primária de North Park. Uma das vítimas fatais, segundo a polícia, era uma professora. Dois alunos ficaram gravemente feridos e foram hospitalizados, confirmou o tenente Mike Madden durante uma entrevista coletiva.

O ataque trouxe à tona a recordação do atentado do qual a cidade foi alvo em 2 de dezembro do 2015, quando um casal abriu fogo durante um almoço de natal organizado por um centro médico para deficientes físicos. Tashfeen Malik, uma paquistanesa de 29 anos, e seu marido Syed Farook, um americano de 28 anos, entraram atirando no local antes de serem abatidos pela polícia. O ataque foi considerado pelas autoridades como o mais violento vivido pelos Estados Unidos desde 11 de setembro de 2001, quando as torres gêmeas foram destruídas em Nova York.

Após o massacre de San Bernardino, a chacina em uma boate gay de Orlando, em junho de 2016, passou a ser o atentado mais grave depois do 11 de setembro. O ataque na casa noturna da Flórida, que foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islamico, deixou 49 mortos e 50 feridos.