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Opositores mantêm a pressão e nova onda de protestos toma conta da Venezuela

Por RFI

A volta dos massivos protestos na Venezuela evidencia a insatisfação dos venezuelanos com a situação do país. A pressão também vem de fora. Organismos internacionais vêm criticando a posição do governo de Nicolás Maduro  em relação à democracia venezuelana. Neste domingo (9), foram registrados violentos tumultos entre os opositores e a polícia.

O presidente Nicolás Maduro antecipou o feriado de Semana Santa, que já começa nesta segunda-feira (10), mas os opositores foram convocados para voltar hoje às ruas das principais cidades da Venezuela. Nos próximos dias, começa a coleta de assinaturas para o processo de remoção dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça, os mesmos que apoiaram a tomada do controle do Poder Legislativo.

Para os opositores, o anúncio da retirada do controle da Assembleia Nacional, o único organismo que não está nas mãos do chavismo, foi o equivalente ao início de uma ditadura na Venezuela. Passar as funções do Poder Legislativo para o Poder Judiciário e tornar inelegível por 15 anos o principal líder opositor Henrique Capriles Radonsky foram decisões que complicaram ainda mais a situação de um país que vive sob tensão e enfrenta seu pior momento.

A Venezuela já foi um dos países mais prósperos da América do Sul e hoje em dia sofre com a altíssima inflação que minou o poder de compra da população, escassez de alimentos e de remédios, além criminalidade que leva as pessoas a não sair de casa depois de 19h, em todas as cidades do país. A população quer mudanças, mas o governo, até o momento, não fez propostas. Há quem peça a antecipação das eleições presidenciais, previstas para 2018, mas nem mesmo eleições estaduais, que deveriam ter sido realizadas em dezembro passado, foram convocadas.

Gás lacrimogêneo vencido

Em cada protesto a tensão se intensifica, assim como a quantidade de bombas de gás lacrimogêneo que os policiais usaram contra os manifestantes. Muitas das bombas de efeito moral, compradas do Brasil, e lançadas contra os manifestantes, estão com a validade vencida, o que poderia causar efeitos ainda mais perigosos.

A Anistia Internacional alertou o governo da Venezuela que o uso destas bombas poderia agravar ainda mais a crise humanitária. A organização também ressaltou que é obrigação do Estado venezuelano “garantir o direito à liberdade de expressão e a manifestação pacífica”.

No entanto, nas redes sociais, o governo venezuelano está pedindo aos cidadãos que identifiquem opositores que incitem à violência. O presidente Maduro garante que querem derrubá-lo e criou um “comando antigolpe” com a formaçãode um núcleo de informação, os chamados “patriotas cooperadores”.

Pressão internacional

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, vem sistematicamente condenando a situação política venezuelana e pediu ao governo venezuelano que dissipasse as divergências com a realização de eleições. Já o presidente do Parlasul, Wiliams Dávila, afirmou que a Carta Democrática Interamericana foi ativada pela OEA e está em pleno desenvolvimento “para evitar que continuem fomentando a ditadura pós modernista na Venezuela”.

O presidente argentino, Mauricio Macri, denunciou as violações aos Direitos Humanos na Venezuela e afirmou que se a situação continuar, a Argentina vai propor a expulsão da Venezuela do Mercosul, bloco do qual o país foi suspenso em dezembro do ano passado.

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