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United Airlines pede desculpas a passageiro expulso e ações caem na Bolsa

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A companhia United Airlines pediu desculpas ao passageiro agredido REUTERS/Louis Nastro/File Photo

Depois da repercussão negativa, a companhia aérea United Airlines decidiu pedir desculpas ao passageiro expulso de forma violenta de um de seus aviões em Chicago, quase 48 horas depois desse incidente que causou indignação nas redes sociais e ao redor do mundo.


"Apresento minhas mais sinceras desculpas ao passageiro que foi retirado brutalmente do avião. Ninguém deveria ser tratado desse jeito", declarou o CEO Oscar Munoz, em um comunicado, classificando o episódio de "horrível". "Quero que saibam que assumimos total responsabilidade e vamos trabalhar para fazer a coisa certa", continuou.

Os advogados do passageiro David Dao, de 69, disseram que ele continuava hospitalizado e ainda não dará declarações. Vários vídeos gravados por outros passageiros circularam on-line. Nele, Dao é arrastado pelo corredor da aeronave e puxado pelo pescoço. Seu rosto aparece sangrando, depois que sua cabeça bateu no braço do assento, do qual foi retirado à força pela polícia do aeroporto. O passageiro foi escolhido à revelia para deixar o avião por conta de um overbooking.

O mea-culpa de Munoz é diferente do tom inicialmente adotado em uma carta enviada, na madrugada de terça, aos funcionários da empresa. Na correspondência aos funcionários, ele chegou a chamar o passageiro, um médico de origem vietnamita que mora há vários anos nos EUA, de "perturbador e agressivo".

Esse comunicado causou revolta nas redes sociais e afetou a empresa na Bolsa. Hoje, a ação da United perdeu mais de 1%, cerca de US$ 250 milhões de capitalização financeira.

Casa Branca lamenta episódio "infeliz"

De acordo com o porta-voz da presidência americana, Sean Spicer, “ é preocupante ver como a questão foi administrada”. Andy Holdsworth, especialista em gerenciamento de crise na empresa britânica Bell Pottinger, considerou o incidente como "um desastre em matéria de relações públicas".

Dos Estados Unidos à China, passando pela Europa e pela América Latina, o episódio provocou reações indignadas e convocações de boicote.

Hoje, o Departamento americano dos Transportes abriu uma investigação "para determinar se a companhia aérea respeitou as regras relacionadas ao overbooking. A United se comprometeu a conduzir uma investigação interna para avaliar e rever como suas equipes administram situações de "overbooking" nos aeroportos e sua política de indenização. As conclusões devem ser publicadas em 30 de abril.

Esta é a segunda polêmica envolvendo a companhia em um mês. Em março, a United proibiu duas adolescentes de embarcarem, em Denver, porque usavam "leggings".

(Com informações da AFP Brasil)