rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Ator Roger Moore, que foi 007, morre aos 89 anos
  • Grupo Estado Islâmico reivindica atentado em Manchester

Venezuela Brasil Violência

Publicado em • Modificado em

Brasil e outros 8 país sul-americanos pedem fim da violência na Venezuela

media
Confrontos entre as forças de segurança e manifestantes radicais, o uso de gás lacrimogêneo, incêndio de barricadas, explosões, ataques contra lojas e bloqueios de avenidas afetaram as zonas oeste e sul de Caracas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

No final da noite desta quinta-feira (20), nove países latino-americanos condenaram a violência na Venezuela, pediram eleições, a libertação de presos políticos e a separação dos poderes como caminho para o vizinho superar a grave crise.


Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Paraguai, Peru e Uruguai somaram-se à Declaração da ONU que pede "medidas concretas para reduzir a polarização" e exigiram a "retomada a institucionalidade democrática" e "datas para o cumprimento do cronograma eleitoral".

"Lamentamos que não se tenham atendido às exortações da comunidade internacional para um clima pacífico", comunicaram em nota conjunta os nove países que exigiram "datas para o cumprimento do cronograma eleitoral, a libertação dos presos políticos e a separação dos poderes constitucionais".

"Reafirmamos que é urgente a adoção de medidas para garantir os direitos fundamentais e para preservar a paz social", concluíram.

Brasil responsabiliza governo pelas mortes

Nesta semana, o presidente Mauricio Macri pediu eleições na Venezuela. O chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, responsabilizou o governo venezuelano pelas mortes durante as manifestações. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu à ONU "atenção quanto à preocupante militarização da sociedade venezuelana".

Na terça-feira, onze países latino-americanos (além dos nove já mencionados, também Guatemala e Honduras) pediram ao governo venezuelano que garantisse o direito à manifestação pacífica e que definisse um calendário eleitoral para ajudar a resolução da crise.

"Exortamos o Governo da República Bolivariana da Venezuela para que rapidamente se definam as datas para dar cumprimento ao cronograma eleitoral que permita uma pronta solução à grave crise que a Venezuela vive e preocupa a região", dizia a nota.

Assim, os países latino-americanos que não compõem os aliados incondicionais de Nicolás Maduro (Bolívia, Equador e Nicarágua) somaram-se ao pedido da oposição venezuelana que exige eleições gerais e a saída de Nicolás Maduro em meio à grave crise económica, política e humanitária que assola a Venezuela.