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Confrontos violentos entre polícia e manifestantes provocam uma morte na Venezuela

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Um jovem de 18 anos morreu na quarta-feira (3) em violentos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes que protestaram em Caracas. REUTERS/Marco BelloTEMPLATE OUT

Um jovem de 18 anos morreu na quarta-feira (3) em violentos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes que protestaram em Caracas contra a convocação de uma Constituinte pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro. 

 


As manifestações devem prosseguir nesta quinta-feira (4), quando líderes estudantis organizarão assembleias e passeatas contra a Constituinte em várias universidades do país. A quarta-feira (3) foi marcada por violentos protestos contra o presidente Nicolás Maduro e sua decisão de convocar uma Assembleia Constituinte.

Armando Carrizales, de 18 anos, morreu em meio à repressão aos manifestantes em Caracas, elevando a 32 o número de óbitos em mais de um mês de manifestações contra Maduro.

"O jovem teve um trauma penetrante (tiro) no pescoço sem saída que produziu uma parada cardiorrespiratória. Faleceu quando era socorrido", afirmou Gerardo Blyde, prefeito de Baruta, sobre o incidente ocorrido em Las Mercedes, no leste da capital, onde houve uma batalha campal entre policiais e manifestantes.

Nos arredores da Praça Altamira, na mesma zona, outro manifestante foi gravemente queimado durante os protestos desta quarta-feira (3).  Carrizales, que foi socorrido e levado a um hospital por paramédicos, teve o corpo queimado acidentalmente quando outro manifestante lançou gasolina sobre uma motocicleta da Guarda Nacional.

Apoiados por caminhões blindados, militares e policiais pressionaram a multidão com gás e com jatos d'água na estrada Francisco Fajardo, no leste de Caracas. Jovens, alguns encapuzados, reagiram com pedras e com barricadas em chamas. Os confrontos deixaram quase 300 feridos, incluindo dirigentes da oposição. Na cidade de Valencia, no norte do país, foram registrados saques pela segunda noite consecutiva