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México e Colômbia rejeitam acusações de “complô” contra Maduro

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O chanceler da Venezuela, Samuel Moncada, afirmou que a CIA trabalha com a Colômbia e México para "derrubar o governo democrático da Venezuela". REUTERS/Marco Bello

México e Colômbia afirmaram nesta quarta-feira (26) que o governo da Venezuela busca desviar a atenção sobre sua grave crise econômica e política divulgando "informações falsas", como a da suposta intervenção de ambos os países em um plano, junto com a CIA, para derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.


"Os governos do México e da Colômbia fazem um enérgico apelo ao governo venezuelano para que o mesmo conduza [o momento de crise política] com verdade, deixe de divulgar informação falsa e concentre seus esforços na busca de uma solução para a profunda crise democrática que enfrenta", segundo um comunicado conjunto divulgado pela chancelaria colombiana em Bogotá.

O texto do comunicado rejeita as declarações do chanceler venezuelano, Samuel Moncada, que na segunda-feira (24) afirmou que México e Colômbia estariam associados à Agencia Central de Inteligência americana (CIA) para derrubar o governo Maduro.

Os dois países reafirmaram sua rejeição às "infundadas acusações" de Moncada e lamentaram “que se recorra a este tipo de práticas para desviar a atenção da grave situação pela qual atravessa a Venezuela.”

Participação da CIA num "complô" cotra Maduro

O chanceler venezuelano publicou no Twitter supostas declarações do diretor da CIA, Mike Pompeo, em uma entrevista por ocasião do Fórum de Segurança de Aspen, em 20 de julho, na qual revelaria conversas com funcionários mexicanos e colombianos para "ajudá-los a entender as coisas que poderão fazer para obter um melhor resultado em sua parte do mundo".

Após a denúncia, Maduro exigiu que os governos de Estados Unidos, México e Colômbia prestassem esclarecimentos sobre o “complô” para derrubá-lo. "Exijo do governo do presidente [Donald] Trump que esclareça as palavras insolentes e intervencionistas deste diretor da CIA, que acredita que governa o mundo". Além disso, treze países da Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram a suspensão da Assembleia Constituinte defendida por Maduro na Venezuela.