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Trump assina lei que impõe sanções econômicas à Rússia

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou nesta quarta-feira (2) a lei aprovada no Congresso que impõe novas sanções econômicas à Rússia, tomando distância do texto "muito imperfeito", segundo ele, e que pode sabotar os esforços de uma aproximação com Moscou.


As sanções, que atingem principalmente o setor energético russo, visam punir Moscou por sua suposta interferência nas eleições americanas de 2016, bem como pela anexação da Crimeia e seu envolvimento no conflito no leste da Ucrânia. A lei também sanciona o Irã e a Coreia do Norte.

Além da resposta imediata de Moscou, o texto despertou críticas da União Europeia, que teme prejuízos ao fornecimento de gás e que denunciou uma ação unilateral que pode atingir algumas empresas ligadas à Rússia.

O executivo americano não escondeu suas reservas antes da adoção das novas sanções pelo Congresso.

Os legisladores introduziram um mecanismo que permitiria fazer valer a lei mesmo em caso de veto do presidente republicano, deixando-o sem alternativa.

A lei também confere aos congressistas o direito de intervir caso Trump decida suspender as sanções vigentes contra a Rússia.

Trump considerou o texto "gravemente imperfeito", por considerar que impede uma aproximação entre os dois países.

"Ao limitar a margem de manobra do Executivo, esta lei limita a capacidade dos Estados Unidos de concluir bons acordos para o povo americano e vai aproximar a China, a Rússia e a Coreia do Norte", alertou o presidente em uma nota divulgada pela Casa Branca.

"Portanto, apesar dos problemas, eu promulgo esta lei em nome da unidade nacional. Ela representa a vontade do povo americano de ver a Rússia adotar medidas para melhorar as relações com os Estados Unidos", acrescentou.

A portas fechadas

No geral, Trump promulga leis em cerimônias no Salão Oval, na presença de legisladores e da imprensa. Desta vez, assinou o texto a portas fechadas, longe de testemunhas.

Desde que assumiu o poder, o governo de Trump tem sido afetado pelas denúncias de cumplicidade de seu comitê de campanha com a Rússia para derrotar a democrata Hillary Clinton.

À frente da Casa Branca, Trump tentou melhorar publicamente as relações com a Rússia, o que, por fim, não se concretizou.

No último domingo (30), o presidente russo Vladimir Putin anunciou que 755 diplomatas deveriam deixar o território russo em resposta à adoção das novas sanções.

Com essa medida, os dois países teriam o mesmo número de diplomatas em suas respectivas representações, 455 pessoas.

"As relações entre os dois países estão em seu pior nível desde o fim da Guerra Fria e podem piorar ainda mais", ressaltou na terça-feira (1°) o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

Ele deve se reunir com o seu colega russo, Serguei Lavrov, no final de semana, à margem de um encontro em Manila, nas Filipinas.