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Legislativas Argentina Mauricio Macri Cristina Kirchner Primárias

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Macri vence primeiro teste para legislativas na Argentina

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O presidente argentino Maurício Macri vota nas primárias para as eleições legislativas de outubro de 2017. REUTERS/Marcos Brindicci

O presidente argentino Mauricio Macri venceu neste domingo (13) as primárias para as eleições legislativas de 22 de outubro, ao mesmo tempo em que a ex-presidente, Cristina Kirchner, retornou com força na província de Buenos Aires, o maior distrito eleitoral do país.


Macri comemorou no domingo (13) o fato de suas listas terem sido as mais votadas em alguns dos principais distritos eleitorais. Kirchner, candidata a senadora, apareceu em público às 4h locais e lembrou a grande quantidade de votos que recebeu na província de Buenos Aires, a maior do país, com quase 40% dos eleitores. Ela também denunciou o que chamou de "vergonha" pela demora na apuração.

"O resultado é que ganhamos", disse Kirchner aos simpatizantes, que celebraram seu retorno à disputa eleitoral, 19 meses depois de deixar a presidência. Mas a votação destas primárias legislativas parece ter plesbicitado a gestão do governo.

O macrismo superou o opositor peronismo em grandes distritos como Cidade de Buenos Aires (49% a 20%), assim como nas províncias de Mendoza (41% a 33%) e Córdoba (46% a 28%). Mas o kirchnerismo reverteu a desvantagem e aparecia na frente da estratégica Santa Fé (27,58% a 27,55%), com 95% das urnas apuradas.

Demora “intencional” na apuração dos votos

O pré-candidato a deputado kirchnerista, Leopoldo Moreau, denunciou que o governo estava "demorando deliberadamente" a apurar o resultado no maior distrito, a província de Buenos Aires, que tem quase 40% dos eleitores do país, onde o presidente argentino Maurício Macri saiu perdedor.

Macri, de 58 anos, comemorou o resultado no domingo (13) à noite na sede da frente governamental “Cambiemos” (aliança da direita liberal e de social-liberais), ao lado de seus partidários. No entanto, ele admitiu que "os 19 meses [de governo] têm sido difíceis". "Se existisse alguma maneira de não aumentar as tarifas, a teria adotado. Mas o risco era ficar sem luz, gás, água e transporte", declarou.

A oposição fez grande campanha contra os "tarifaços", a elevada inflação e o desemprego. Kirchner, de 64 anos, será candidata a senadora em outubro por uma frente de centro-esquerda. O resultado da ex-presidente nas urnas foi um dos principais interesses da imprensa argentina durante as primárias.