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Justiça argentina valida candidatura de Menem a senador

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O ex-presidente argentino Carlos Menem Martin Bernetti/AFP

A Justiça eleitoral argentina habilitou a candidatura do ex-presidente Carlos Menem ao Senado nas legislativas de 22 de outubro, ao rejeitar a impugnação solicitada pela aliança que governa o país.


A Câmara Nacional Eleitoral declarou que a proposta "não tem interesse jurídico atual" e considerou, portanto, que "a candidatura se encontra atualmente habilitada".

A aliança governista Mudemos havia apresentado um recurso para impedir o ex-presidente (1989-99) de disputar as primárias de 13 de agosto, com base na condenação a sete anos de prisão pela venda ilegal de armas à Croácia e Equador entre 1991 e 1995.

Menem foi absolvido por um tribunal e depois condenado por uma corte de revisão, motivo pelo qual tem acesso a um "direito de recurso", cujo trâmite está pendente, entendeu a Corte Suprema de Justiça ao rejeitar a impugnação.

O trâmite chegou ao tribunal superior, que terminou ordenando à justiça eleitoral revisar a inabilitação do pré-candidato determinada em primeira instância.

Candidato mais votado

A aliança do presidente Mauricio Macri havia solicitado à Justiça eleitoral a adequação da lista com o nome de Menem e sua substituição por outro candidato.

O trâmite impediu Menem, de 86 anos, de disputar as primárias como pré-candidato do Partido Justicialista.

Mas, curiosamente, ele foi o candidato mais votado em sua província natal de La Rioja porque as autoridades eleitorais não tiveram tempo de imprimir novas cédulas sem o seu nome.

Em junho, a Justiça confirmou a sentença de 2013 contra Menem de sete anos de prisão por contrabando de material bélico e 14 anos de perda dos direitos políticos.  Menem não foi para a prisão por possuir fórum parlamentar.