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Papa Francisco chega à Colômbia para consolidar acordos de paz

Por RFI

O papa Francisco chega nesta quarta-feira (6) à Colômbia. Até o próximo domingo (10), ele visitará quatro cidades, celebrará quatro missas para multidões e pronunciará 12 discursos. O sumo pontífice também se reunirá com vítimas e participantes do conflito interno, no momento em que a Colômbia, sétimo país mais católico do mundo, trabalha para consolidar os acordos de paz assinados entre o governo e as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Andrea Domínguez, correspondente da RFI em Bogotá

O ambiente na Colômbia é de festa e de expectativa. Há 30 anos que o país não recebia a visita de um papa. Na rádio, são comentados os detalhes dos preparativos, como os pratos típicos que o pontífice vai comer ou os tecidos indígenas que ele vai vestir por cima das suas roupas cerimoniais. Muitas ruas vão ser fechadas para o trânsito, permitindo a circulação apenas do Papamóvel, e em Bogotá as escolas cancelaram as aulas nestas quarta e quinta-feira (7).

Até tem venda de “kits do Papa” nos sinais de trânsito. São pacotes com direito a boné, rosário, camiseta e água para ficar hidratado durante as missas que Francisco vai celebrar ao ar livre.

Importância política da visita

O Papa chega à Colômbia em um momento bem especial. Na semana passada a antiga guerrilha das Farc se tornou um partido político e nesta terça-feira (5), a outra grande organização guerrilheira colombiana, o ELN, assinou um cessar-fogo de quatro meses com o governo.

Mas o país está fortemente polarizado entre aqueles que apoiaram o processo de paz com as Farc e aqueles que o tem rejeitado por considerar que os acordos com essa guerrilha são um passo à impunidade de crimes contra a humanidade. Por isso, a mensagem de paz e reconciliação do Papa tem sido interpretada como um respaldo ao processo de paz.

“Vamos dar o primeiro passo”

"Vamos dar o primeiro passo" é o lema da viagem. Em sua mensagem aos colombianos dois dias antes de chegar a Bogotá, Francisco disse que a frase nos lembra que para realizar qualquer projeto, inclusive a paz, sempre é necessário dar um primeiro passo. Isso significa sermos os primeiros a estender a mão ao outro como sinal de paz e de um amor fraterno. O papa tem reiterado várias vezes sua fé na capacidade da Colômbia de poder virar a página e consolidar uma nova etapa de convivência pacífica.

Críticas da oposição

Alguns opositores ao governo do presidente Juan Manuel Santos têm politizado a visita do papa e o apoio de Francisco ao processo de paz. Segundo representantes da oposição, a viagem papal não pode ser reduzida à benção incondicional do acordo de paz ou de um ou outro grupo político.

O Vaticano garante que o papa é bem mais ambicioso e que o que procura é promover uma reconciliação verdadeira, em um processo que envolva toda a sociedade colombiana. Porém, reconhecidos críticos do processo de paz, como o ex-presidente Álvaro Uribe, têm insistido em sua postura contra os acordos de paz. Na véspera do início da viagem papal, Uribe enviou uma carta ao sumo pontífice na qual frisa que não é contra a paz, mas que está preocupado com a impunidade e a elegibilidade política para os guerrilheiros que, segundo ele, os acordos promovem. Ou seja, por mais católico que seja o ex-presidente Uribe, a mensagem de “dar o primeiro passo” que transmite essa visita papal parece não ter tocado o coração da oposição.
 

Agenda da visita

Na quinta-feira, Francisco celebra uma grande missa em Bogotá, que deve ser o maior evento já realizado na capital colombiana com a presença de um milhão de pessoas. Na sexta-feira (8), ele viaja ao sul do país, onde vai se encontrar com seis mil vítimas da violência. O papa também vai fazer uma grande oração pela paz e pelo respeito ao meio ambiente, já que Villavicencio é a porta de entrada para a reserva natural mais bem conservada da Colômbia.

No sábado (9), ele irá a Medellín, uma das cidades mais católicas do país, e terminará sua visita na histórica cidade de Cartagena, no domingo. Em todas as cidades, além das missas, se encontrará com beneficiários de obras sociais, como jovens ex-combatentes, órfãos e crianças que se recuperam da exploração sexual.

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