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EUA se preparam para Irma, maior furacão já registrado no Atlântico

Enquanto os EUA se preparam para a chegada na costa sul do país do mais poderoso furacão já registrado no Oceano Atlântico, o Caribe passou uma de suas piores noites nesta quinta-feira. A ilha de St. Martin, endereço de férias de europeus, americanos e canadenses, foi 95% destruída, segundo autoridades locais. O número de vítimas fatais, até o fim da noite de ontem nos EUA, já era de pelo menos 14 pessoas.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

As imagens da violência da água e do vento no lado francês e no lado holandês de St. Martin são impressionantes. O furacão Irma deve passar pelo norte de Cuba e sul das Bahamas hoje e chegar ao sul da Flórida amanhã à noite. Os EUA rezam para que a destruição seja menor do que a da tempestade tropical Harvey, que arrasou na semana passada uma das maiores cidades do país, Houston, no Texas. Esta já é a pior temporada de furacões na região leste dos EUA e no Caribe em duas décadas.

Todos estão com os nervos à flor da pele com a expectativa da chegada de Irma na região dos Keys, no sul da Flórida. O país ainda tenta se recuperar do estrago do Harvey, que destruiu Houston e parte da Louisiana e causou a morte de pelo menos 70 pessoas, quando viu, em todos os canais de tevê, noite adentro, as onipresentes e chocantes imagens de destruição da ilha de St. Martin. Tanto o lado francês quanto o holandês da ilha, é importante lembrar, são destinos de turismo para os americanos daqui da Costa Leste.

Rastro de destruição

O rastro de destruição de Irma foi sentido também em Porto Rico, na República Dominicana, nas Ilhas Virgens Americanas, no território britânico de Anguilla e nas ilhas de Antígua e Barbuda. Nesta última, 60% da população teve suas casas completamente destruídas pela tempestade. A última vez que um furacão tão poderoso quanto o Irma chegou à região costeira Atlântica da Flórida, em 1992, 65 pessoas morreram, 63 mil casas foram destruídas e o prejuízo financeiro foi de US$ 26,5 milhões. Tratava-se do furacão Andrew que, segundo os meteorologistas, apesar de assustador, tinha dimensão menor, menos velocidade e era mais fraco do que o Irma.

Segundo estes mesmos meteorologistas, o furacão Irma tem tudo para atingir uma área densamente povoada no sul dos EUA, especialmente na Flórida, preocupando ainda mais os americanos. A previsão é de o furacão chegue aos Keys, no extremo sul do estado, amanhã de noite, e avance logo em seguida para o centro da Flórida, chegando finalmente no dia 11 de setembro na Geórgia. Os dois estados sulistas estão se preparando para o pior e na área de risco na Geórgia está a única cidade histórica sulista não devastada na Guerra Civil, Savannah, uma das mais belas do país. Mas a maior preocupação é mesmo na Flórida, um estado que vem sofrendo nos últimos anos os efeitos do aquecimento global, do aumento do nível do mar, com enchentes sendo registradas com frequência cada vez maior.

Governador da Flórida: possibilidade de devastação jamais vista no estado

O governador da Flórida, o republicano Rick Scott, disse que já trabalha com a possibilidade de uma devastação jamais vista no estado, na linha do que se viu em Nova Orleans com o Katrina, com um prejuízo podendo chegar à casa dos US$ 200 milhões. A Flórida é a porta de entrada da América Latina nos EUA e onde se concentra uma das maiores comunidades brasileiras no país.

O presidente Trump, visivelmente assustado com o que aconteceu ontem no Caribe, afirmou na quinta-feira à noite que as autoridades federais e estaduais se prepararam da “melhor maneira possível” para o que pode ser o maior desastre natural jamais vivido por Miami, uma das cidades mais importantes do país, onde vivem cerca de seis milhões de pessoas. Foi decretado estado de perigo extremo para toda a região costeira próxima a Miami nos próximos dias. Até domingo, de acordo com os modelos meteorológicos, toda a costa da Flórida estará sendo castigada pelo furacão Irma.

Retirada em massa da população

Até o momento, somente na região do condado de Miami-Dade, o mais populoso do estado, 100 mil pessoas já tiveram de deixar suas casas. O governo estadual, no entanto, estuda a possibilidade de aumentar este número, durante o dia de hoje, para até meio milhão de cidadãos.

A Marinha já retirou cinco mil pessoas do estado, entre militares, civis e suas famílias. E o governador da Geórgia, o republicano Nathan Deal, ordenou no fim da quinta-feira a evacuação total de Savannah e de áreas costeiras menos povoadas. Como ainda não se sabe o fôlego final do Irma, os estados de Carolina do Sul e Carolina do Norte também colocaram seus efetivos de Defesa Civil e policiamento de prontidão.

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