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Aviação dos EUA faz exercícios militares na península coreana

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Caça-bombardeiro da quinta geração F-35 da Força Aérea dos EUA. wikipédia

Seis aviões militares dos Estados Unidos sobrevoaram a península coreana nesta segunda-feira (18), em uma demonstração de força, após o último teste nuclear norte-coreano. A informação foi anunciada pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul.


Quatro aviões F-35B e dois bombardeiros B-1B sobrevoaram a península para "demonstrar a capacidade da aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte", indicou o Ministério.

As aeronaves americanas realizaram manobras com quatro aparelhos sul-coreanos F-15. De acordo com o comunicado, o exercício faz parte da rotina de treinamentos que os dois países executam juntos. 

Esses são os primeiros voos de aparelhos militares desde que Pyongyang fez, em 3 de setembro passado, seu sexto e mais potente teste nuclear e desde o lançamento, na última sexta (15), de um míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão, elevando as tensões na região.

Mais pressão sobre Pyongyang

O presidente americano, Donald Trump, e seu colega sul-coreano, Moon Jae-In, comprometeram-se a exercer "uma maior pressão" sobre Pyongyang - anunciou Seul neste domingo (17). Em conversa por telefone, Moon e Trump "condenaram profundamente" o mais recente disparo de míssil feito na sexta-feira (15) pela Coreia do Norte.

"Os dois dirigentes concordaram em exercer uma pressão maior e mais concreta para que o regime norte-coreano entenda que novas provocações só vão reforçar o isolamento diplomático e as pressões econômicas que levarão a seu colapso", declarou a presidência sul-coreana em um comunicado.

Na última segunda-feira (11), o Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade uma nova resolução de sanções para obrigar a Coreia do Norte a colocar um fim em seus programas balístico e nuclear. Mas as medidas não parecem intimidar o ditador norte-coreano Kim Jong-un. Segundo ele, seu objetivo é atingir um "verdadeiro equilíbrio de força com os Estados Unidos para que os governantes americanos não sigam falando de opção militar contra a Coreia do Norte".

(Com informações da AFP)