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Las Vegas Massacre Estados Unidos

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Quem é Marilou Danley, namorada do atirador de Las Vegas

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Marilou Danley, de 62 anos, é namorada de Stephen Paddock, atirador de Las Vegas. REUTERS/Las Vegas Metropolitan Police Department

Nas investigações sobre o ataque de domingo (1°) em Las Vegas, as atenções do FBI se concentram na namorada do atirador, o americano Stephen Paddock, de 64 anos, que matou 59 pessoas e deixou 527 feridos. Marilou Danley, de 62 anos, estava nas Filipinas no dia do massacre, mas está de volta aos Estados Unidos, onde é interrogada. 
 


De acordo com a polícia americana, Marilou Danley não é suspeita de envolvimento no ataque, mas é classificada como "pessoa de interesse" nas investigações. Ela aterrissou na noite de terça-feira (3) no aeroporto de Los Angeles e, sob custódia, foi levada imediatamente pela polícia para prestar depoimento. 

Danley nasceu nas Filipinas, mas também tem nacionalidade australiana. Ela se mudou para Queensland, na Austrália, no final dos anos 70, onde se casou com um homem, com quem viveu 10 anos, até obter a cidadania. 

De acordo com a mídia australiana, no final dos anos 80, ela se mudou para os Estados Unidos, onde se casou com o americano Geary Danley, em 1990, no Estado do Nevada. O casal se separou em 2015, mesma época em que Marilou Danley teria conhecido Paddock. 

Amigos e vizinhos descrevem a namorada do atirador como uma pessoa "calorosa e tagarela", que gostava de trabalhar e viajar. As mesmas fontes também disseram que ela tem uma filha e uma neta, mas sem revelar suas identidades. 

De acordo com os jornais americanos, a filipina passou por vários empregos nos últimos anos, chegou a trabalhar como comissária de bordo para uma companhia aérea nos Estados Unidos, vendedora dos cosméticos da Avon e recepcionista em um cassino de Las Vegas, onde teria conhecido o autor do massacre. 

Nas Filipinas, onde visitava a família, a mulher recebeu US$ 100 mil de Stephen Paddock por meio de uma transação bancária, alguns dias antes do trágico incidente. De acordo com suas irmãs, ele teria incitado que Marilou Danley viajasse para fora dos Estados Unidos para evitar que ela estivesse no país no momento do ataque. 

FBI não encontra conexão de atirador com grupos jihadistas

As motivações do atirador permanecem um grande mistério e muitas perguntas ainda não foram respondidas. O grupo salafista ultrarradical Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do massacre, na segunda-feira (2), e disse que Paddock teria se convertido recentemente ao islamismo. O FBI nega a hipótese e afirma não ter encontrado nenhuma evidência de conexão de Paddock com grupos terroristas internacionais.

Mas um detalhe intriga os investigadores: o pai de Paddock foi um ladrão de banco que chegou a estar na lista dos dez mais procurados nos Estados Unidos nas década de 60 e 70. De acordo com o irmão do atirador, Eric Paddock, Stephen nunca teve contato com o pai. Para a família, o massacre foi uma grande surpresa, pois nunca desconfiaram de nada.

Muitas vítimas do ataque ainda seguem ainda hospitalizadas. A polícia pede paciência às famílias e adverte que o trabalho de identificação dos corpos poderá ser longo. Mais de uma dezena de pessoas ainda está em situação crítica.