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Rumo à China,Trump volta a ameaçar Coreia do Norte

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Donald Trump s'est exprimé devant l'Assemblée nationale de Corée du Sud, à Séoul, le 8 novembre 2017. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma nova ameaça ao líder norte-coreano, Kim Jong-Un, e pediu a ele que "não subestime" a determinação de Washington, diante do aumento da tensão provocada pelo programa nuclear de Pyongyang.Ao mesmo tempo, Trump ofereceu "um caminho para um futuro melhor".


Entre ameaças e propostas de diálogo, Trump declarou que as armas que o regime está desenvolvendo não trarão mais segurança. “Você está colocando seu regime diante de um grave perigo", alertou o presidente durante um discurso no Parlamento em Seul, uma das etapas de sua viagem pelo continente asiático." A Coreia do Norte não é o paraíso com o qual seu avô sonhava. É um inferno que ninguém merece", disse Trump a Kim Jong-Un.

Antes de sinalizar uma possível conciliação com o regime norte-coreano, Trump advertiu a Coreia do Norte, dizendo que não aceitará que "as cidades americanas sejam ameaçadas de destruição".

Segundo ele, as Nações responsáveis devem se unir para isolar o "brutal regime" norte-coreano. "Não se pode apoiar, fornecer ou aceitar" o regime de Kim Jong-Un, disse o presidente em seu discurso no Parlamento, em clara referência à China e à Rússia. Trump ainda lembrou que Kim Jong-Un lidera uma "ditadura cruel" na Coreia do Norte.

Visita à China

Depois do discurso, o presidente americano viajou para a China, terceira escala de sua visita à Ásia. Na manhã desta quarta-feira (8), Trump tentou realizar uma visita surpresa à zona Desmilitarizada que divide a península coreana, mas acabou desistindo em razão do mau tempo. A visita à área - onde os soldados de Seul e Pyongyang ficam separados por uma faixa de segurança marcada por blocos de concreto - é habitual na agenda dos presidentes americanos que viajam ao país.

Na China, Trump será recebido com honras por seu "amigo" chinês. Jinping acaba de garantir um segundo mandato de cinco anos na liderança da segunda maior economia do mundo.

Comparado a um "rei da China" por Donald Trump, Xi saiu do 19º Congresso do Partido Comunista como o líder mais forte em décadas. A vinda de Donald Trump "é a primeira visita de Estado organizada pela China desde o Congresso”, ressaltou na sexta-feira o vice-ministro das Relações Exteriores, Zheng Zeguang, acrescentando que "esta visita tem uma importância especial". A China deve fechar negócios de bilhões de dólares com Trump.