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América do Norte Tragédia Atirador

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Famílias de vítimas de tiroteio nos EUA retomam batalha contra armas

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O ataque a tiros na escola Sandy Hook deixou 26 mortos REUTERS/Michelle McLoughlin

As famílias das vítimas do ataque a tiros na escola Sandy Hook, um dos piores da história dos Estados Unidos, retomaram nesta terça-feira, 14, sua batalha legal para que os fabricantes de armas sejam considerados responsáveis pelo massacre.


Em 14 de dezembro de 2012, Adam Lanza matou seis adultos e 20 crianças, a maioria com entre seis e sete anos, nesta escola localizada na cidade de Newtown, em Connecticut. A tragédia comoveu o país e abriu novamente o debate sobre o controle de armas.

Uma parte das famílias voltou nesta terça-feira,14, aos tribunais para pedir à Justiça que reforme uma decisão do ano passado que rejeitou sua ação contra o fabricante do fuzil utilizado no ataque.

Os parentes das vítimas querem que a empresa seja considerada culpada por negligência e imprudência nos homicídios. Os juízes da Suprema Corte de Connecticut ouviram os argumentos dos advogados das famílias, do fabricante Remington, da loja que vendeu a arma para a mãe do atirador e do distribuidor de armas Camfour.

As famílias alegam que o autor do ataque a tiros não poderia tê-lo executado sem o acesso a uma arma criada especialmente para uso militar em combate. Eles assinalam que as empresas americanas têm a obrigação de garantir a segurança pública."O que temos aqui é a conduta de uma corporação que pensou que estava acima da lei e continua pensando que está acima da lei", assinalou o advogado Joshua Koskoff.

O juiz que desconsiderou a ação afirmou que a lei federal protege os fabricantes de armas em litígios se seus produtos forem usados em um crime. "A lei deve ser aplicada sem paixão", respondeu James Vogts, advogado da Remington, acrescentando que milhões de americanos têm a mesma arma para caçar, praticar ou para defesa pessoal. "O fabricante e os vendedores das armas utilizadas pelo criminoso nesse dia não são legalmente responsáveis", reiterou Vogts.