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Trump retira EUA do Pacto Global sobre a Migração

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Donald Trump: Pacto da ONU incompatível com política americana para migrantes e refugiados. REUTERS/James Lawler Duggan

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (2) a sua saída do Pacto Global sobre a Migração, uma iniciativa da ONU para amparar migrantes e refugiados em todo o mundo.


“A missão norte-americana junto à Organização das Nações Unidas (ONU) informou ao seu secretário-geral que os Estados Unidos decidiram encerrar a sua participação no Pacto Global sobre a Migração”, anunciou em comunicado a administração de Donald Trump.

Em setembro de 2016, os 193 membros da Assembleia Geral da ONU haviam adotado por unanimidade a “Declaração de Nova York para os refugiados e os migrantes”, que prevê a melhoria do gerenciamento internacional das crises migratórias, com apoio, recebimento e ajuda para o retorno de migrantes e refugiados.

Baseado nessa declaração, o Alto Comissariado para os Refugiados propôs um Pacto Global sobre a Migração, que será apresentado no seu relatório anual para a Assembleia Geral da ONU em 2018.

"A Declaração de Nova York compreende vários artigos que são incompatíveis com a política norte-americana de imigração e de refugiados e com os princípios definidos pela administração Trump em matéria de imigração”, explicou a missão dos Estados Unidos junto à ONU num comunicado.

Avançando para trás

Desde a sua chegada ao poder, o republicano Donald Trump já retrocedeu em vários compromissos assumidos pelos Estados Unidos na administração de seu antecessor, Barack Obama, como a saída do Acordo de Paris e da UNESCO, cuja política, segundo Trump, é pouco favorável a Israel.

A saída dos Estados Unidos do Pacto Global sobre a Migração acontece no momento em que o Conselho de Segurança da ONU organiza várias reuniões sobre a questão da migração.

Após a crise dos milhares de migrantes e refugiados que tentavam chegar à Europa, o tema voltou à pauta com a fuga em massa dos rohingyas de Mianmar em direção a Bangladesh, além das informações divulgadas pela rede de TV americana CNN sobre o mercado de escravos na Líbia.

(Com agência AFP)